A Vida de Pi: De Índia ao Canadá com um tigre em alto mar

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Ninguém parecia acreditar nele. Ou na sua história. Foi rejeitado por pelo menos cinco editoras antes de conseguir a aceitação. Mas, no final, quem se riu foi mesmo o canadiano Yann Martel, que viu o seu romance A Vida de Pi vender mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Venceu ainda, em 2002, um dos mais conceituados prémios literários, o Man Booker, que lhe abriu as portas para o mercado internacional.

“O meu ato criativo, concebido como um suspiro, está a ecoar por todo o mundo”, reconheceu o autor, em tom de agradecimento, num artigo que escreveu para o The Guardian. De facto, poucos ficaram indiferentes ao seu golpe de génio.

Poe, piscinas e canibais: as inspirações de Yann Martel

O nome do protagonista, Piscine Molitor Patel, derivou do nome de um complexo de piscinas em Paris. Já o tigre, Richard Parker, teve três fontes de inspiração: um personagem de Aventuras de Arthur Gordon Pym, de Edgar Allan Poe; uma vítima de canibalismo de um famoso caso judicial; e uma vítima de naufrágio do navio Francis Spaight. “Tantos Richard Parker vitimizados têm de querer dizer alguma coisa”, pensou o autor.

A Vida de Pi é uma elegante prova da existência de Deus e do poder de contar histórias.”
– Barack Obama

Ponto de partida

Índia

Pi cresce no Jardim Zoológico dos seus pais, em Pondicherry, na Índia, estabelecendo desde cedo uma relação espiritual com a natureza.
Destino

Canadá 

A sua família decide tentar uma nova vida na América do Norte, entrando a bordo de um cargueiro com todos os animais do zoo.
Percalço

Oceano Pacífico 

O navio que os transporta afunda e Pi, então com 16 anos, dá por si sozinho num bote salva-vidas com uma hiena, um orangotango, uma zebra e um tigre-de-bengala – ao qual dá o nome de Richard Parker. Seguem-se 227 dias em alto mar.

Por: Carolina Morais
Fotografia: Emma Love

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