Tudo começa com uma perna enviada pelo correio


Um livro para…
Fãs de romances policiais de estilo clássico.

Primeiras frases
“Ele não tinha conseguido limpar-se de todo o sangue dela. Por baixo da unha do dedo médio da sua mão esquerda havia ainda uma linha escura, como um parêntesis. Pôs-se a tentar removê-la, embora gostasse bastante de a ver ali: era uma recordação dos prazeres do dia anterior.”

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Empolgante e enigmático até à última página, A Carreira do Mal marca o regresso às livrarias de Robert Galbraith, o ex-militar que é alter ego da mãe de Harry Potter.

Cormoran Strike está de regresso com uma investigação que o obriga a vasculhar o próprio passado em busca de pistas. Um romance policial moderno com o inconfundível estilo dos clássicos.

O livro

A Carreira do Mal começa com uma perna. Ou melhor, com Robin Ellacott, a inseparável assistente do detetive privado Cormoran Strike, a receber um embrulho misterioso que contém uma perna decepada de mulher, acompanhada por parte da letra de uma canção dos Blue Öyster Cult. Parece uma mensagem direta para o investigador, não só porque também a ele lhe falta metade de uma perna mas porque a sua falecida mãe tinha tatuado o mesmo excerto da canção. Mas se a polícia se decide concentrar num único suspeito, Strike e Robin optam por focar-se em três pessoas diferentes numa investigação que os leva também a descobrir o que ficou por contar no passado.

O autor

Robert Galbraith é um ex-membro da polícia militar britânica que desempenhou funções à paisana no ramo de investigações especiais, baseando-se nestas experiências – e nas dos seus colegas ex-militares – para criar o detetive privado Cormoran Strike. A Carreira do Mal é o seu terceiro romance, depois de Quando o Cuco Chama e O Bicho-da-Seda.

A verdadeira autora

Na verdade, “Robert Galbraith” é apenas o pseudónimo de J. K. Rowling, criadora da saga de Harry Potter e uma das escritoras mais ricas e populares do mundo. A autora é uma grande fã de autoras como Agatha Christie, Ruth Rendell e P. D. James, e sempre quis escrever romances policiais, por isso decidiu fazê-lo em segredo, assinando com um nome falso. A verdadeira identidade de “Robert Galbraith” foi entretanto descoberta e revelada pela imprensa, mas J. K. Rowling decidiu mantê-la. Tinha-se afeiçoado ao ex-militar.

O gancho

Um novo romance policial vindo do alter ego de J. K. Rowling é sempre um acontecimento, mas a própria autora explica-nos que este é especial. “Adorei escrever todos os livros [da série de Cormoran Strike] até agora, mas o meu favorito tem de ser A Carreira do Mal”, escreveu J. K. Rowling. E acrescentou: “Implicou um nível de trabalho incrível, mas gostei bastante de desenvolver o enredo ao mesmo tempo que dava ao leitor um pouco mais de Strike e Robin. Também foi divertido integrar as letras dos Blue Öyster Cult.” A autora refere-se à banda responsável pelo clássico “(Don’t Fear) The Reaper”, de cujos temas retira várias referências e o próprio título do livro.


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