Trump faz disparar vendas de 1984, de George Orwell

trumo-1984-revista-estante-fnac

Quase 70 anos após a sua chegada às livrarias, a obra 1984, de George Orwell, volta a entrar nos tops de vendas. Não é acaso, não é uma súbita convergência de interesses dos leitores. É um resultado direto da chegada ao poder de Donald Trump.

É que, esta semana, depois de a Casa Branca ter afirmado que a cerimónia de tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos foi a mais vista de sempre – contrariando o que as imagens televisivas mostraram -, a conselheira de Trump, Kellyane Conway, defendeu que essas informações se baseavam em “factos alternativos”. O jornalista da NBC que a entrevistava alegou de imediato que “factos alternativos” são “falsidades”.

Foi até uma repórter do The Washington Post, mais tarde, que traçou o paralelo com o livro de George Orwell. Este, publicado pela primeira vez em 1949, projetava uma sociedade futurista – em 1984 -, marcada por um regime totalitário, onde reina a censura e a vigilância total, e onde os factos são distorcidos.

“Isto traz-nos ao duplopensar de 1984, onde guerra é paz, onde fome é fartura. É o que está a acontecer aqui”, sublinhou o historiador político Allan Lichtman, numa entrevista à CNN.

Desde então, as vendas de 1984 dispararam e a obra chegou à primeira posição do top da Amazon, nos Estados Unidos. Claro que os internautas também não deixaram a situação passar em branco e, nos últimos dias, têm-na reinventado de formas bastante imaginativas nas redes sociais. Aqui ficam alguns exemplos.

 

Gostou? Partilhe este artigo: