Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen

Naturalidade:
Porto, Portugal

Data de nascimento:
6 de novembro de 1919

Morte:
2 de julho de 2004

Sophia de Mello Breyner Andresen nasce no Porto, numa família da aristocracia portuguesa, e interessa-se desde bem cedo por poesia quando, mesmo não sabendo ainda ler ou escrever, a empregada a ensina a recitar A Nau Catrineta. Parte daí para a escrita dos seus próprios poemas, publicando alguns na revista literária Cadernos de Poesia, em 1940. Nesta altura mora já em Lisboa, onde, entre 1936 e 1939, frequenta o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, não o chegando, contudo, a terminar. Envolve-se também em movimentos de apoio ao liberalismo político e à monarquia, rejeitando o regime salazarista.

Aos 25 anos, publica o primeiro livro, Poesia, numa edição pessoal. Seguem-se obras como Coral (1950), Mar Novo (1958) e O Livro Sexto (1962). Este último recebe o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores. Com o nascimento dos filhos – um dos quais o escritor Miguel Sousa Tavares –, lança-se também na escrita de livros infantis, assinando obras hoje tão emblemáticas como A Menina do Mar (1958), A Fada Oriana (1958), O Cavaleiro da Dinamarca (1964), O Rapaz de Bronze (1965) e A Floresta (1968). Destaca-se ainda com contos, ensaios, peças de teatro e traduções.

O seu talento é reconhecido por diversas vezes ao longo da carreira, contando-se nas distinções de que é alvo o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, o Prémio D. Dinis, o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, o Prémio Rosalía de Castro e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana. Torna-se ainda, em 1999, a primeira mulher a receber o Prémio Camões. Morre aos 84 anos, em Lisboa, no dia 2 de julho de 2004, e o seu corpo é transladado para o Panteão Nacional precisamente 10 anos depois.

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