Should I Stay or Should I Go?: As respostas às grandes questões do pop rock em livro

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Habituaste-te a entoar os refrões das mais populares músicas do pop rock sem te questionares realmente sobre as verdades que encerram? Então vais adorar Should I Stay or Should I Go?, um livro hilariante no qual o jornalista James Ball procura responder a 88 perguntas (muitas vezes retóricas) de vários clássicos musicais. Deixamos um teaser abaixo.

ISTO É A VIDA REAL OU APENAS FANTASIA?

Esta é uma questão tão profunda que só poderia mesmo ser formulada por mentes tão brilhantes como Freddie Mercury, dos Queen, no icónico tema “Bohemian Rhapsody”. Ou pelos autores do filme Matrix. Ou por crianças pequenas acabadas de sair do dentista. Seja como for, James Ball arrisca uma resposta: “Se a nossa existência existir apenas através da perceção que dela temos, essa explicação da consciência será tão significativa como qualquer outra.” E acrescenta: “Quanto à estabilidade do nosso universo possivelmente simulado, a ciência ainda não determinou a probabilidade de alguém tropeçar na ficha elétrica e desligá-la.” 


QUEM MANDA NO MUNDO?

Beyoncé Knowles lança a pergunta e, logo de seguida, oferece uma resposta no seu hit “Who Run the World (Girls)”. De acordo com a estrela americana, quem manda no mundo são as “raparigas”. No entanto, em Should I Stay or Should I Go?, James Ball contrapõe que, na verdade, são os homens de meia-idade que mandam no mundo. “Dos 193 estados-membros da ONU aquando da escrita do presente texto, apenas 15 tinham uma mulher desempenhando funções de chefe de Estado ou de Governo. Menos de um em dez”, escreve. Uma situação que, explica, é “um bocado deprimente”.


SOU UM ESQUISITO?

Should I Stay or Should I Go? recupera o clássico “Creep” dos Radiohead para lançar o debate sobre a “esquisitice”, suportando as suas conclusões num estudo realizado em 2016 pela revista New Ideas in Psychology. Este estudo identificou que certas profissões e comportamentos têm sido especificamente associados à “esquisitice”. Por isso, se és palhaço, taxidermista, proprietário de uma sex shop ou agente funerário, ou se, por outro lado, costumas ter o cabelo desmazelado, a pele pálida, papos debaixo dos olhos e roupa suja ou simplesmente estranha, James Ball tem uma má notícia para ti: poderás realmente ser um esquisito.


QUE DIZ A RAPOSA?

Foi em 2013 que os irmãos noruegueses Vegard Urheim e Bård Urheim Ylvisåker – mais conhecidos como Ylvis – apresentaram ao mundo “The Fox”, um hit que rapidamente se tornou viral, alcançando mais de 800 milhões de visualizações só no YouTube. No tema, os Ylvis alegavam que uma raposa faz “ring-ding-ding” ou “wa-pa-pa” ou “cha cha cha” ou “fraka-fraka” ou alguma combinação de todos estes sons. Should I Stay or Should I Go? esclarece que isto não poderia estar mais longe da verdade: “As raposas não dizem grande coisa, exceto em janeiro, quando são bastante sonoras [devido à sua época de reprodução, na qual] acordam as pessoas à noite com rituais de acasalamento inconfundíveis.”


AS RAPARIGAS SÓ QUEREM DIVERTIR-SE?

É o mote que se entoa desde 1979, ano em que Cindy Lauper lançou um dos maiores sucessos da sua carreira: “Girls Just Want to Have Fun”. Mas, de acordo com Should I Stay or Should I Go?, é bem possível que a ideia esteja apenas parcialmente correta. De acordo com uma sondagem levada a cabo entre raparigas dos 11 aos 21 anos pela organização britânica Girlguiding em 2017, as prioridades mais frequentes entre as mulheres são o apoio para jovens com questões de saúde mental, o maior número de mulheres em posições de topo e o travão ao assédio sexual, à violência contra mulheres e à discriminação dos LGBT. “As raparigas poderão, como afirma Lauper, querer divertir-se…”, explica James Ball, “mas também querem independência, acesso a serviços de saúde mental, libertar-se do assédio e uma carreira profissional sólida.”

Por: Tiago Matos

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