Série Millennium: Crimes à moda do Norte

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Falar de literatura nórdica em Portugal costumava ser sinónimo de falar dos contos de Hans Christian Andersen ou de poemas épicos como Kalevala. Até que, em 2010, tudo mudou com a publicação em português de Os Homens que Odeiam as Mulheres, o primeiro volume da série Millennium.

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Neste thriller criminal do sueco Stieg Larsson, acompanhamos uma investigação levada a cabo por um jornalista caído em desgraça e por uma hacker antissocial que esconde um passado trágico. Embora o livro apenas nos tenha chegado já após a morte do autor, foi quanto bastou para nos deixar sedentos pelos volumes seguintes: A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar.

Os livros foram adaptados à televisão e ao cinema. Lisbeth Salander tornou-se uma das mais icónicas personagens da literatura dos últimos anos. Mais tarde, o também sueco David Lagercrantz pegou na narrativa e brindou-nos com – por enquanto – mais dois volumes: A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha e O Homem que Perseguia a Sua Sombra.

Mas o encanto dos thrillers nórdicos não se esgota nesta série.

Regra geral, os policiais escritos por autores naturais da Escandinávia destacam-se pela atmosfera simultaneamente melancólica e brutal, escondendo os mais hediondos crimes sob a ilusão de uma existência pacata. Recordam-nos as aventuras de Sam Spade, Lew Archer, Philip Marlowe e muitos outros protagonistas dos policiais noir da primeira metade do século XX – género ao qual estes “nórdicos noir” vêm beber.

É caso para dizer que nem tudo o que parece é. E que estes escandinavos são loucos.

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Por: Tiago Matos

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