À Lupa: S.

 

Novidade
Apresenta uma perspetiva que raramente temos em livros comuns (a não ser que sejam usados e emprestados). Escritos em várias cores, podemos acompanhar a conversa dos dois amigos não pela caneta mas pela caligrafia.

Ritmos
Além da história principal, S. inclui comentários e observações de dois leitores que conversam à medida que a história avança. Começamos a interessar-nos tanto pelos seus comentários que, por momentos, essa é a história que mais importa.

Recordações do mundo
No livro há postais, recortes de jornais escritos em português, fotografias sem data nem referência, um guardanapo com um mapa desenhado e outras tantas surpresas que nos fazem ter medo de tirar da ordem os materiais que complementam a história.

 

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À primeira página percebemos que o autor dos comentários escritos com letra mais redonda, chamemos-lhe “J”, “roubou” por momentos o livro ao seu dono e não conseguiu mais parar de ler. Logo na segunda, descobrimos que o livro nem sequer pertence ao autor da letra mais quadrada, “Eric”, e foi “roubado” da biblioteca. E isso também pode ver-se na última página, carimbada com datas de requisições. A trama em si ainda nem começou mas S. é a história contada para além do livro, entenda-se objeto “livro”: inclui observações, apontamentos, pequenas memórias e muitas surpresas metidas entre páginas (postais, fotografias, guardanapos, recortes de jornais). S. é muito mais do que um livro enquanto objeto: são muitas histórias juntas. É um livro em papel que consegue, sem recurso a tecnologias da informação, proporcionar toda a interatividade da internet sem sair do formato analógico.

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