
Em criança, para o entreterem, bastava que espalhassem livros pela casa. Rui Mártires devorava-os até ao fim. É fã assumido de banda desenhada, ficção científica e fantasia. Com 44 anos, trabalha na Fnac há 13 e é editor de conteúdos em fnac.pt.
A avó, que não sabia ler, contava-lhe histórias para o adormecer. Os pais, quando tinham de o entreter, espalhavam livros pela casa porque sabiam que o filho não os largaria. Rui Mártires cresceu com os livros e hoje os livros são também uma presença constante na sua profissão: “O livro exige que se pare. É algo exclusivo do livro e o grande desafio do livro.”
O que mais lhe agrada na profissão é o imediatismo: “Às vezes até digo que parece que estamos a trabalhar num jornal porque estão sempre a acontecer coisas.” Rui Mártires explica que, surpreendentemente, a literatura vende muito no mundo on-line, mais do que outros produtos. Em relação aos livros deixa ainda uma inconfidência: “Sempre que sou eu a escolher os livros é por paixão. Quando ler um livro era uma obrigatoriedade já não era tão fanático.”
Quando questionado se o livro físico vai ser ultrapassado, Rui Mártires é muito claro: “Tecnologicamente o livro deve ser das coisas mais avançadas que existem em termos de veicular a informação. Se há algo que nos domina é a ausência de tempo e termos de arranjar tempo para ler. O livro compete com uma série de coisas da nossa rotina. É esse o desafio.”


