À Lupa: Revista Orpheu – Edição Fac-Similada

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HARMONIA ESTÉTICA
A capa da primeira edição foi desenhada pelo pintor e ilustrador José Pacheco. Explorar as várias vertentes da arte, na literatura como na estética, era uma das grandes ambições da Orpheu.

TRÊS PEDAÇOS DE HISTÓRIA
Esta edição fac-similada da Orpheu reúne, numa caixa forrada, os dois primeiros números da revista e ainda as provas tipográficas do terceiro, que nunca chegou a ser publicado, incluindo quatro ilustrações inéditas de Amadeo de Souza-Cardoso que Fernando Pessoa quis nele inserir.

OS NOMES DA ORPHEU
Nas páginas das três edições da Orpheu encontram-se textos e ilustrações de Alfredo Guisado, Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Ângelo de Lima, António Ferro, Armando Côrtes-Rodrigues, Eduardo Guimaraens, Fernando Pessoa, José Pacheco, Luís de Montalvor, Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Ronald de Carvalho e Santa-Rita Pintor.

A assinalar o 100.° aniversário da Orpheu, uma edição fac-similada da revista que juntou autores como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros.

“Primeiro entranha-se, depois estranha-se.” Fernando Pessoa pode não ter escrito para a Orpheu mas a frase encaixa que nem uma luva à mais emblemática revista literária que Portugal já conheceu. Originalmente publicada em 1915, a Orpheu nasce da irreverência de um grupo de jovens que ousa questionar as convenções literárias da época. A crítica, pouco habituada a textos tão inortodoxos, apressa-se a ridicularizar o projeto e a apelidar os responsáveis de loucos. De forma involuntária, isto acaba por aguçar a curiosidade do público. Resultado: o primeiro número esgota em apenas três semanas.

O terramoto cultural provocado por aquela que ficou conhecida como Geração d’Orpheu faz-se depois sentir nas mais diversas áreas. Portugal conhece o modernismo. Novas gerações de artistas fazem perdurar a “estranheza”. A Orpheu, por sua vez, não passa do segundo número. Isto apesar de um terceiro ser durante muito tempo planeado e anunciado.

Cem anos depois, chega às livrarias uma edição de luxo que recria fielmente os dois primeiros números da icónica revista literária, bem como as provas tipográficas – nunca publicadas – do terceiro. A homenagem, imprescindível na biblioteca de qualquer colecionador, é uma prova da razão de Pessoa que, quando confrontado com a aparente impossibilidade de publicar um novo número, escreveu: “Orpheu acabou. Orpheu continua.”

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