Queres mudar de vida? Yoga-me

Queres começar a praticar yoga e a sentir os benefícios que lhe estão associados? Filipa Veiga, autora do livro Yoga-me, dá-te os melhores conselhos para começares.

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Quantos de nós pensam constantemente em mudar de vida? Quantos se veem presos numa rotina frenética marcada por hábitos poucos saudáveis? Segundo Filipa Veiga, dilemas como estes podem ser solucionados com a ajuda de uma simples prática: yoga.

“Alguns dos efeitos mais profundos do yoga têm a ver com a capacidade de alterar o comportamento disfuncional de longa data. Quem se torna praticante regular, consegue alterar o estilo de vida: começa a comer melhor, a reduzir a cafeína e o álcool, a mudar de trabalho e a estar mais tempo na natureza”, esclarece a autora do livro Yoga-me: A Arte de Abrir o Coração.

Se vontade não te falta, não adies mais esta experiência que pode transformar a tua vida. Começa por aqui.


POSIÇÕES DE YOGA PARA PRINCIPIANTES

“As saudações ao sol (Surya Namaskar) são um agradecimento ao astro que dá vida à Terra.
É também um excelente aquecimento para toda a prática que se segue.”

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“O YOGA É O MEU SEGURO DE SAÚDE.”


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Benefícios da prática contínua de yoga
Reduz o stresse
Melhora o sono
Melhora o humor
Previne doenças degenerativas
Melhora a concentração

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Sabias que…
A prática de apenas 15 minutos de yoga por dia é suficiente para produzir alterações bioquímicas benéficas para cérebro e neurónios. Um estudo da Universidade de Detroit acrescenta que a prática diária de yoga é mais vantajosa a nível cognitivo do que uma sessão de atividade física intensa.

Como é que o yoga apareceu na sua vida?

O yoga apareceu em 2004, quando era jornalista na SIC. Senti, na altura, que a dança já não me preenchia e desejei experimentar yoga. Foi como uma luz, mesmo. Senti que precisava de alguma coisa para me libertar e que fosse mais fundo.

Talvez o facto de ter crescido em Macau e de estar habituada a ver os chineses a passear passarinhos nas gaiolas, a dar berros às quatro da manhã no Monte da Guia e a fazer tai chi pela manhã tenha criado no meu subconsciente uma abertura a estas práticas espirituais. Quando comecei, lembro-me de ter aquela sensação de “é mesmo isto”.

Depois, foi uma viagem. Uma viagem pela vida de uma forma mais consciente, mais sensível, mais conectada. Viver sem esta consciência não me faz sentido e, talvez por isso, tenha percebido logo que o yoga era importante para mim.

Fiz vários tipos de aulas e segui diferentes filosofias. Mas a única que de facto me fez continuar foi o Ashtanga Yoga. Estou também cada vez mais curiosa com a magia da meditação. Depois de muitos anos a trabalhar o corpo, a limpar, a alinhar, a experimentar, sinto-me fascinada com a preparação do yoga para outro estádio que é o sétimo passo na filosofia do Ashtanga Yoga. É uma forma de estar, uma filosofia de vida, não há dúvida.

Porque decidiu vir estudar e trabalhar para Portugal depois de ter vivido tantos anos em Macau e Bali? Sentiu o choque de culturas?

Era o que se fazia na altura em Macau, quando ainda estava sob administração portuguesa. Foi nesse Macau que cresci e voltar a Lisboa estava sempre nas estrelas. Por isso, quando acabávamos o liceu, vínhamos para Portugal para a universidade. Hoje já somos todos mais globais.

Foi um choque enorme. Eu vinha da Ásia, onde as pessoas sorriem, onde o cuidado no tratamento é muito importante, estava habituada a ver tudo o que acontecia no mundo, tínhamos Hong Kong ao lado. Portugal em 1995 não tinha a vida que tem hoje. E depois fui para uma faculdade conservadora que pouco tinha a ver comigo. Foram, ainda assim, tempos bonitos. Aprendi muito e conheci o país onde tinha nascido. Mas ainda hoje sinto que parte de mim é de cá e outra da Ásia.

Depois do regresso à Ásia, a Bali, percebi que preciso ir à minha origem pelo menos uma vez por ano. Como se a Ásia fosse onde está o meu coração, a minha criatividade.

O que a levou a estudar Direito e, mais tarde, a exercer jornalismo?

Eu já queria ser jornalista. A minha mãe insistiu no curso de Direito porque o de Ciências da Comunicação era novo. Acho que tirei Direito como podia ter tirado qualquer outro. Talvez tivesse sido mais interessante estudar Medicina, que seria mais útil, mas o que sabemos aos 18 anos?

Foi jornalista durante mais de 12 anos. Sentia-se realizada pela profissão? O que a fez querer mudar radicalmente de vida e dedicar-se a 100% ao yoga?

Adorei estar na SIC. Foi um momento lindo da minha vida, cresci como profissional e a SIC foi a minha família e casa durante muito tempo. Fiz amigos para a vida e trabalhos que nunca vou esquecer. Mas sabemos que a única constante da vida é a mudança.

Ao fim de quase 12 anos, comecei a sentir que o jornalismo já não me preenchia. O yoga já estava a mudar a minha maneira de pensar. Já sentia vontade de descobrir mais e de conhecer outras realidades. As pessoas mudam e eu estava diferente aos 34 do que era aos 24. E sentia vontade de ouvir a minha mudança.

De mansinho, o yoga ganhava terreno na minha vida. E depois veio Bali. Pedi uma licença sem vencimento e fui com a minha família (filhas e marido) para a ilha dos deuses viver em Ubud, a meca do yoga. O yoga passou a ser a minha vida em todos os sentidos. Fui convidada para dar aulas, tive aulas com os professores mais influentes do mundo, trabalhei no Bali Spirit Festival, foi um mundo que se abriu de novo na minha vida.

Honestamente, nunca pensei em dar aulas de yoga e hoje adoro. E também criei o blogue Yoga-me em Bali. Foi a minha forma de voltar a ser jornalista.

O que diria a pessoas que ainda estão demasiado absortas no seu quotidiano frenético e se sentem incapazes de mudar de vida, tal como a Filipa fez?

Muitas pessoas têm hábitos pouco saudáveis de pensamento e de ação que prejudicam a sua saúde. Hábitos que reconhecem, mas não são capazes de mudar. O yoga é a ferramenta que nos dá força e estrutura para vencermos os medos e confiarmos em nós, no nosso coração.

A sensibilidade aos efeitos positivos cresce e aumenta a consciência de que é preciso fazer apenas o que é melhor para nós. Eu sou um exemplo bem claro desta mudança. O yoga é o meu seguro de saúde.


Por: Carolina Morais
Fotografias: Mariana Sabido e Justyna Jaworska

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