Quantos destes animais conheces?

O Dia Mundial do Animal
celebra-se todos os anos
no dia 4 de outubro
devido a este ser também o
Dia de São Francisco de Assis,
santo protetor dos animais.

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O que acontece quando os animais que nos fazem companhia em casa – e também aqueles que apenas vemos na televisão ou no Jardim Zoológico – saltam para as páginas dos livros? Por vezes dão origem a personagens inesquecíveis. Quantos destes animais da literatura fazem parte das tuas memórias?


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Napoleão

A Quinta dos Animais

É uma das mais célebres distopias de George Orwell e está repleta de animais: porcos, burros, cavalos, cães, ovelhas e até uma gata. Muitos nos ficam na memória, mas nenhum é mais marcante do que Napoleão, um porco enorme que funciona como uma espécie de ditador da quinta depois de uma revolução que expulsa de lá todos os humanos. Inspirado em Estaline, Napoleão não precisa de usar muitas palavras para levar a sua avante, mesmo quando se trata de se livrar de potenciais oponentes políticos.


“Gosto de porcos. Os cães olham-nos de baixo. Os gatos olham-nos de cima. Os porcos tratam-nos de igual para igual.”

Winston Churchill


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Marley

Marley & Eu

São muitos e muito distintos os cães da literatura. Podíamos, por exemplo, falar de Toby (Teu Para Sempre) e da sua tendência para reencarnar, ou do mais selvagem Buck (O Apelo da Selva), ou até mesmo do aterrorizante Cujo (Cujo). Mas o cão mais conhecido da literatura dos últimos anos será porventura Marley, a estrela de um romance autobiográfico escrito pelo jornalista americano John Grogan. Marley é um labrador que está sempre metido em sarilhos e até consegue ser expulso de uma escola de obediência. Mas é também alegre e leal como só um cão consegue ser, o que lhe vale um lugar eterno no coração da sua família.


“Os cães são o nosso elo com o Paraíso. Não conhecem maldade, inveja ou descontentamento. Sentar-nos com um cão numa colina numa tarde gloriosa é regressar ao Éden, onde não fazer nada não era tédio, mas paz.”

Milan Kundera


Alice

Coelho Branco

Alice no País das Maravilhas

Quando falamos de coelhos na literatura, podemos pensar nos da civilização criada por Richard Adams em Watership Down ou em Pedrito Coelho dos contos infantis de Beatrix Potter, mas a maioria das pessoas chegará inevitavelmente ao que conduz a pequena Alice ao bizarro País das Maravilhas. Não lhe conhecemos outro nome que não o de Coelho Branco, mas o facto de estar vestido com um casaco e consultar impacientemente um relógio de bolso são motivos mais do que suficientes para nos saltar à vista.


“As ideias são como os coelhos: arranjamos um par, aprendemos a cuidar delas e rapidamente vemo-nos com uma dúzia.”

John Steinbeck


Alice

Gato de Cheshire

Alice no País das Maravilhas

Outro personagem de Alice no País das Maravilhas? Lamentamos a repetição, mas tem mesmo de ser. Ainda que o Gato das Botas (O Gato das Botas), o Gato do Chapéu (O Gato do Chapéu), Church (Pet Sematary), Pluto (O Gato Preto) e o gato que serve de narrador em Eu Sou um Gato, de Natsume Sōseki, sejam candidatos de peso à posição, o gato mais emblemático da literatura só pode mesmo ser aquele que parece saber mais do que toda a gente e por vezes desaparece quase por completo, deixando apenas no ar um sorriso de orelha a orelha.


“Se os animais falassem, o cão seria um sujeito que falaria aos tropeções. O gato, por sua vez, teria a rara graça de nunca dizer demasiadas vezes uma palavra.”

Mark Twain


O Corvo (Edgar Allan Poe)

 

O Corvo

O Corvo

Profere apenas uma palavra, mas é capaz de levar alguém à loucura. Neste icónico poema de Edgar Allan Poe, o corvo entra em casa de um homem em luto pela perda da amada e obriga-o a recordar que não a voltará a ver. Será um corvo normal ou um animal dotado de talentos sobrenaturais? Não o chegamos a saber. Mas também não precisamos.


“Num voo de pombas brancas, um corvo negro junta-lhe um acréscimo de beleza que a candura de um cisne não traria.”

Giovanni Boccaccio


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Carlota

A Teia de Carlota

É possível uma horripilante aranha ser a heroína de uma história infantil? E. B. White provou que sim neste clássico de 1952 sobre um porco chamado Abílio que descobre que poderá estar prestes a ser servido como jantar de Natal na quinta onde vive. Eis que Carlota, uma aranha que vive no celeiro, o decide salvar, escrevendo mensagens na sua teia a fim de convencer o dono da quinta a poupá-lo.


“A partir do momento em que começamos a observar aranhas, deixamos de ter tempo para muito mais.”

E. B. White


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Moby Dick

Moby Dick

Podia ser o gigantesco espadarte que Santiago persegue em O Velho e o Mar, mas porque não apostar em grande na monstruosa e aparentemente invencível Moby Dick, a baleia-leviatã branca que preenche os pensamentos do capitão Ahab até se tornar uma perigosa obsessão, neste romance escrito por Herman Melville em 1851? Nunca existiu – e talvez não volte a existir – uma baleia tão marcante como esta na literatura.


“Utilizamos a palavra ‘monstro’ para descrever um animal assustador e diferente de nós. Mas quem é mais monstruoso: as baleias, que só querem que as deixem em paz para cantar os seus ricos e queixosos cantos, ou os humanos, que as caçam e destroem e já levaram muitas à beira da extinção?”

Carl Sagan


Por: Tiago Matos

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