Os melhores escritores portugueses do século XX: 1900-1929

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Numa altura em que despontava o movimento modernista português, autores como Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro e Teixeira de Pascoaes tornaram-se incontornáveis.


FERNANDO PESSOA


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Aquele que é um dos mais respeitados poetas portugueses nasce a 13 de junho de 1888, em Lisboa. Educado na África do Sul, cedo se familiariza com a língua inglesa, usando-a para escrever os seus primeiros poemas – aliás, o seu primeiro heterónimo é o inglês Alexander Search. Regressa a Lisboa em 1905 e aí dá início à escrita em português, à criação dos seus mais famosos heterónimos – Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis – e à participação na revista Orpheu. Morre a 30 de novembro de 1935, na mesma cidade, com 47 anos.

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Poesia de Álvaro de Campos

Conhecer Fernando Pessoa na sua plenitude é também conhecer o seu verdadeiro alter-ego. Os poemas do heterónimo Álvaro de Campos transmitem, nas palavras do autor, “o mais histericamente histérico” dentro de si.

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Poesia de Alberto Caeiro

Em oposição aos demais heterónimos, Alberto Caeiro é um poeta que rejeita o pensamento filosófico. É um poeta da Natureza, do real, do objetivo, e por isso mesmo é também o “Mestre” tanto do ortónimo, como dos restantes heterónimos.

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Poesia de Ricardo Reis

Médico, discípulo de Alberto Caeiro, poeta que procura, acima de tudo, a tranquilidade e a ausência de dor. Esta obra reúne todas as odes e poemas atribuídos a Ricardo Reis, incluindo versos soltos e variantes de vários poemas.


JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS


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Artista plástico, romancista, poeta e dramaturgo, Almada Negreiros nasce em São Tomé e Príncipe a 7 de abril de 1893. Com 7 anos vem para Lisboa – devido ao novo posto do seu pai, tenente de cavalaria – e é já depois dos tempos de liceu que expõe os seus primeiros desenhos e caricaturas. Autodidata em todos os ramos artísticos, rapidamente dá o salto para o mundo literário, relacionando-se com autores como Fernando Pessoa, participando na revista Orpheu e distinguindo-se pela sua escrita intervencionista e futurista. Morre a 15 de junho de 1970, aos 77 anos, na capital.

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Nome de Guerra

O primeiro romance daquele que é um dos mais importantes nomes do modernismo português acompanha a integração do jovem provinciano Luís Antunes num boémio estilo de vida citadino, que o leva à sua primeira paixão.

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K4 – O Quadrado Azul

Surgiu em 1917 na forma de um folheto de 20 páginas. Um texto futurista – apelidado pela comunicação social de “joia rara” – que retratava a obsessão de Almada Negreiros pelos números, pela geometria e pela verdade absoluta das coisas.

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Manifesto Anti-Dantas e por Extenso

Estávamos em 1915 quando Almada Negreiros se colocou de pé, em cima de uma mesa do Café Martinho da Arcada, para declamar a sua famosa crítica a Júlio Dantas, opositor da revista Orpheu e do modernismo. “Pim-Pam-Pum!”… este é o resultado.


TEIXEIRA DE PASCOAES


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Profundamente ligado à natureza, este poeta português nasce em Amarante, a 8 de novembro de 1877. A sua personalidade introvertida e particularmente sensível contribui para que a leitura e a escrita se tornem as suas atividades prediletas ao longo de toda a vida. Ajuda a lançar a revista A Águia – órgão do movimento “Renascença Portuguesa” – e priva com nomes como Eugénio de Andrade e Mário Cesariny, que admiram profundamente a sua obra. Morre em Gatão, aos 75 anos, a 14 de dezembro de 1952.

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Jesus Cristo em Lisboa

Uma tragicomédia que coloca Jesus Cristo em confronto com os pecados daqueles que vivem no século XX, deixando-lhe nenhuma outra alternativa senão crucificar-se novamente.

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Para a Luz – Vida Etérea – Elegias – O Doido e a Morte

Pseudónimo de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, Teixeira de Pascoares é também um dos mais aclamados poetas deste período da nossa história. Estes são quatro dos seus mais memoráveis, profundos, sensíveis e versáteis poemas.


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO


Mário-de-Sá-Carneiro
Filho e neto de militares, nasce a 19 de maio de 1890, em Lisboa, no seio de uma família abastada. Com apenas 2 anos fica órfão de mãe, ficando depois a viver com os seus avós. É aos 12 anos que começa a escrever os primeiros poemas, dedicando-se mais tarde também à tradução de clássicos da literatura. Em Paris, prossegue com os estudos superiores e envolve-se num estilo de vida mais boémio e artístico – algo que marca profundamente a sua obra. Depois de regressar a Lisboa, em 1914, faz parte do grupo de artistas que dá início ao movimento modernista. A extravagância e angústia que lhe são conhecidas estão também presentes na sua morte: suicida-se a 26 de abril de 1916, em Paris, França, com apenas 25 anos.


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Verso e Prosa

O essencial desta figura incontornável do modernismo português está reunido neste livro. Romances, poemas e textos soltos escritos depois de 1910 – alguns deles enviados por carta a Fernando Pessoa, outros publicados em vida, outros ainda postumamente.


 

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