Os livros que conquistaram as crianças dos anos 80

Todos temos um primeiro livro.

O primeiro que nos cativa do início ao fim, aquele que nos prende ao universo literário, que nos abre a mente, que nos estimula a curiosidade pelo mundo e que, ainda hoje, desperta boas memórias de infância. Por agora vamos esquecer-nos dos SpongeBobs dos nossos tempos. Aqui, e só aqui, podemos crescer como uma criança dos anos 80.

OS PRIMEIROS LIVROS

O Expresso Polar

Chris Van Allsburg
Orfeu Negro

Na noite de Natal, um menino é convidado a entrar a bordo de um comboio mágico que o leva, com outras crianças, ao encontro do Pai Natal no Polo Norte.

Jumanji

Chris Van Allsburg
Orfeu Negro

Aborrecidos, Peter e Judy decidem experimentar o misterioso jogo de tabuleiro Jumanji, sem imaginarem que serão transportados para uma selva exótica.

Onde Está o Wally?

Martin Handford
Editorial Presença

Publicados pela primeira vez há quase 30 anos, os livros do Wally continuam a desafiar os leitores a encontrá-lo nos mais distintos cenários.


Descobrir o Wally fez parte da minha infância. Era um passatempo que estava muito na moda naquela altura e com o qual me divertia muito. — Zé Pedro (Xutos e Pontapés)

O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 Anos e 3/4

Sue Townsend
Editorial Presença

Os dramas e dilemas da adolescência são relatados de forma comovente, mas também hilariante, por Adrian Mole neste seu diário secreto.

Dentes de Rato

Agustina Bessa-Luís
Guimarães

Lourença, conhecida como Dentes de Rato, não é uma criança comum. O seu passatempo preferido é comer maçãs e mergulhar em sonhos onde conhece pessoas fascinantes.

Uma Aventura

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Caminho

Em cada livro da coleção, as gémeas Teresa e Luísa, o Chico, o Pedro, o João e os cães Caracol e Faial juntam-se para enfrentar o perigo e resolver mistérios.


Faz parte do universo literário da minha filha. Ajudaram a forjar a menina que hoje é, a caminho dos 19 anos, uma devoradora de livros. — Francisco Moita Flores


Esta coleção faz parte do património infantojuvenil que ajudou a propiciar o gosto pela leitura. Um dos projetos mais bem conseguidos a quatro mãos, felizmente ainda sem fim à vista! — Dina Aguiar

O QUE PASSAVA NA TELEVISÃO

Estreado no Japão em 1980, o anime baseado no clássico de Mark Twain chegou a Portugal através da RTP em 1981.

As Aventuras de Tom Sawyer

Mark Twain
Civilização Editora

Uma das mais aplaudidas obras do pai da literatura americana acompanha as peripécias de um jovem numa pequena cidade do Mississípi.


Pertenço a uma geração que, na infância, foi marcada por autores como Mark Twain. Devorei e repeti As Aventuras de Tom Sawyer. — António Sala


Um clássico da literatura infantil de todos os tempos. — Miguel Sousa Tavares

Com o nome Ana dos Cabelos Ruivos, a série aterrou em solo lusitano em 1987, no programa Agora Escolha, da RTP. Nos Estados Unidos, a CBS já está a trabalhar numa nova versão para estrear em 2017.

Anne dos Cabelos Ruivos

Lucy Maud Montgomery
Civilização Editora

Anne, uma menina orfã acolhida por uma família, desafia as convenções sociais austeras que lhe são impostas e transmite o ideal da aceitação da diferença.

A animação inspirada na obra de Johanna Spyri chegou à RTP em 1976, com vozes de Carmen Santos (Heidi), Canto e Castro (avô), Irene Cruz (Pedro) e António Feio (narrador). Teve várias emissões ao longo dos anos, razão pela qual marcou mais do que uma geração.

Heidi

Johanna Spyri
Booksmile

Heidi perde os pais aos cinco anos e é entregue ao avô, um homem carrancudo e austero com quem aprende a viver nos Alpes suíços.

Com o nome Ana dos Cabelos Ruivos, a série aterrou em solo lusitano em 1987, no programa Agora Escolha, da RTP. Nos Estados Unidos, a CBS já está a trabalhar numa nova versão para estrear em 2017.

Os Cinco

Enid Blyton
Oficina do Livro

Júlio, David, Ana, Zé e o seu amigo de quatro patas, Tim, são atraídos para as mais inesperadas aventuras com muitos mistérios por resolver.


Apareceram quando eu tinha 10 anos. Descobri que eram livros capazes de agradar até a quem não gostava de ler. Tem um esquema narrativo simples que muita gente utilizou depois, inclusive eu. — Ana Maria Magalhães


Cresci com eles, aventurei-me com eles, sofri com eles, vivi as suas vidas de forma intensa como se vive na infância quando ainda não há filtros nem grandes defesas. — Ana Zanatti


Na minha adolescência foi a porta para esta estranha forma de amor que é ler. A paixão pelos livros. Paixão carnal, mesmo, pois é preciso o toque, o cheiro da tinta, a edição nos seus aspetos formais, a capa, o corpo de letra. Enfim, o corpo de letra no colo do corpo de quem lê. — Francisco Moita Flores

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