Os livros mais traduzidos de sempre

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Muitas vezes desvalorizada, a tradução é uma arte fundamental no mundo editorial. Traduzir implica interesse. E, embora existam hoje muitos poliglotas que preferem ler os livros no idioma original, um livro continua a ser tão universal quanto o número de traduções que tem. Estes são sete dos mais traduzidos de todos os tempos.


Biblia

Bíblia

Número de traduções: 1442 (Novo Testamento) e 636 (completa)

Não surpreenderá ninguém que o número um da nossa lista esteja entregue à Bíblia. Originalmente escrita em hebraico, aramaico e koiné, a obra que lançou as bases do cristianismo terá vendido, até hoje, mais de cinco mil milhões de exemplares em todo o mundo, contando atualmente com vendas anuais na casa dos 100 milhões. Se a tradução mais popular será provavelmente a “encomendada” pelo Rei James, em 1611, uma das mais recentes é a do português Frederico Lourenço, que até lhe valeu a conquista do Prémio Pessoa em dezembro de 2016.


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O Principezinho

Antoine de Saint-Exupéry
Número de traduções: 300

Entre os livros mais traduzidos de sempre encontramos vários títulos infantis, mas quase todos têm um apelo que se estende também aos adultos. É o caso de O Principezinho, um livro que funciona como uma fábula centrada num piloto que se despenha no deserto e por lá se depara com um jovem príncipe, oriundo de um pequeno asteroide. Com mais de 140 milhões de exemplares vendidos desde a publicação em 1943 – e quase dois milhões de cópias vendidas por ano – encontra-se traduzido do francês para 300 idiomas.


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As Aventuras de Pinóquio

Carlo Collodi
Número de traduções: +260

Chega-nos de Itália este clássico infantil que começou por ser publicado como folhetim, entre 1881 e 1882, antes de ser transposto para livro em 1883. O protagonista é Pinóquio, um boneco de madeira vivo, criado por um velho carpinteiro, com queda para se meter em sarilhos e o sonho de ser uma criança de carne e osso. Para quem apenas conhece a adaptação da Walt Disney, a história poderá ser algo chocante a espaços, mas não evita que seja um dos livros mais traduzidos de sempre.


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O Caminho do Peregrino

John Bunyan
Número de traduções: +200

Data de 1678 – e consegue o feito de nunca ter deixado de ser impresso desde então – este que é um dos mais antigos romances escritos em inglês. Dividido em duas partes, acompanha um peregrino que parte numa viagem espiritual desde a sua cidade até à “cidade celestial”. Pelo meio, conhece várias figuras que representam também desafios ao seu desenvolvimento e ao alcance da felicidade e do amor. Uma alegoria religiosa traduzida para mais de 200 línguas.


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As Aventuras de Alice no País das Maravilhas

Lewis Carroll
Número de traduções: 174

A emblemática história da menina que persegue um coelho branco até um mundo surreal repleto de criaturas estranhas já ultrapassou os 150 anos, mas continua a ser uma das preferidas das crianças – e também de muitos adultos, ou não estivesse cheia de simbolismos. Originalmente escrita em inglês, foi traduzida para 174 idiomas. Só em japonês, conta com 1271 edições. Nada mau para uma história que começou por ser imaginada apenas para entreter três crianças aborrecidas durante um passeio de barco.


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Contos Maravilhosos

Hans Christian Andersen
Número de traduções: 153

Quem não conhece as histórias da Pequena Sereia, do Patinho Feio ou do Soldadinho de Chumbo? Estes são alguns dos protagonistas dos contos escritos pelo dinamarquês Hans Christian Andersen e transmitidos posteriormente de geração em geração, sempre com o mesmo encanto. As coleções de contos deste autor encontram-se já traduzidas para 153 idiomas, encantando crianças em todo o mundo.


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O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha

Miguel de Cervantes
Número de traduções: +140

A história do Cavaleiro da Triste Figura, considerada por muitos o primeiro romance moderno, nasceu em espanhol, mas cedo extravasou fronteiras e se tornou um dos livros mais traduzidos de sempre. Bem como um dos mais influentes. Originalmente composto por dois volumes, publicados em 1605 e 1610, narra as aventuras de um fidalgo que, de tanto ler histórias de cavaleiros, decide ele próprio tornar-se um. As consequências, como não podia deixar de ser, são desastrosas.


Por: Tiago Matos

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