Os 10 Livros da Minha Vida: Mariana Mortágua

 

MARIANA MORTÁGUA

Idade: 30 anos
Profissão: Economista, deputada e dirigente do Bloco de Esquerda
Último livro publicado: Privataria
Nasceu na vila de Alvito, no Baixo Alentejo, em junho de 1986. É formada em Economia pelo ISCTE. Chegou a frequentar um doutoramento em Londres mas decidiu regressar a Portugal, estreando-se como deputada pelo Bloco de Esquerda na Assembleia da República em 2013. Já escreveu vários livros sobre economia, entre os quais Isto é Um Assalto (com Francisco Louçã) e Privataria (com Jorge Costa). 
Fotografia: Paulete Matos

Mariana Mortágua revela os 10 livros da sua vida, nos quais se encontram obras de Oscar Wilde, Ernest Hemingway e Karl Marx.


1. O Principezinho
Antoine de Saint-Exupéry

O primeiro livro “não descritivo” que li na infância. O primeiro que me lembro de ter provocado alguma necessidade de reflexão. E as ilustrações que se mantiveram na memória para sempre.


2. Uma Aventura
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Lia os livros todos os dias antes de dormir e muitas vezes com a lanterna debaixo dos lençóis porque a hora já tinha passado.


3. As Benevolentes
Jonathan Littell

Um romance histórico extraordinário sobre a banalidade e banalização do mal a partir da narrativa de um membro das forças nazis na Alemanha de Hitler. É duro, como o ano chuvoso que passei em Londres enquanto o lia.


4. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda
J. M. Keynes

É um dos livros que me acompanhará ao longo da vida. Vou lendo com outros olhos diferentes partes em diferentes momentos e descubro sempre mais alguma coisa. É um marco histórico na teoria económica, entretanto muito deturpado pelos seus intérpretes.ˆ


5. O Capital
Karl Marx

É um projeto de vida.


6. Mataram a Cotovia
Harper Lee

Um romance que li em adulta e que me levou à infância. Tornou-se ainda mais especial quando soube que tinha sido a única produção da Harper Lee. Saiu entretanto um outro [Vai e Põe Uma Sentinela], escrito antes, que está na pilha da mesa da sala à espera da sua vez.


7. O Retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde

Lembro-me que era/estava muito adolescente quando o li. Acho que fui atraída pela estética decadente da reflexão do Oscar Wilde. Foi também a porta para outras coisas do autor.


8. Germinal
Émile Zola

O primeiro contacto com um tipo de literatura que teve um papel importante na tomada de consciência sobre as condições históricas da classe operária. É importante saber de onde viemos para nunca esquecermos a fragilidade das conquistas que fizemos no último século.ˆ


9. Império
Ryszard Kapuściński

Quem me apresentou o autor foi o meu orientador de doutoramento, que também é polaco. Há quem duvide da exatidão dos seus relatos históricos, mas o mundo tolerará a dúvida em prol da narrativa que nos leva aos quatro cantos do mundo.ˆ


10. Por Quem os Sinos Dobram
Ernest Hemingway

Hemingway é um dos meus escritores preferidos de todos os tempos, e este foi o primeiro livro que li dele. Para quem gosta de romances sobre os mais importantes momentos sociais e políticos da história do século ”” – é o meu caso –, é uma obra imperdível.


 

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