Autora do mês: Nora Roberts, a rainha da ficção romântica, em 4 curiosidades

Nora Roberts

Naturalidade
Maryland, Estados Unidos da América

Data de nascimento
10 de outubro de 1950

Primeiro livro publicado
Irish Thoroughbred (1981)

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Começou a escrever por mero acaso e só publicou o primeiro livro em 1981, depois de diversas rejeições. Hoje, Nora Roberts é uma das autoras que mais vende em todo o mundo e tem mais de 200 obras publicadas. A mais recente chama-se Baía dos Suspiros.

Nora Roberts é apenas um de vários pseudónimos

Foi no início da década de 1980 que Eleanor Marie Robertson encontrou a sua primeira casa literária, a Silhouette Books, uma editora que tinha a missão de dar vida aos inúmeros manuscritos de escritores americanos que eram recusados pela Harlequin, a líder na publicação de ficção romântica. O seu primeiro livro, lançado em 1981, chamava-se Irish Thoroughbred.

No entanto, a escritora escolheu assinar a sua obra como Nora Roberts, uma forma abreviada do seu nome de nascimento. O motivo é bastante mais simples do que possas imaginar. Acontece que, na altura, a autora julgava que todos os romancistas usavam pseudónimos e não o seu nome real. E assim nasceu o primeiro pseudónimo daquela que é considerada a rainha do romance.

Sim, “o primeiro”. Porque este não é o único pseudónimo da autora. Já ouviste falar de J. D. Robb? Escreve romances policiais, como os da série protagonizada pela inspetora Eve Dallas, iniciada com Nudez Mortal. E também é Nora Roberts.

O nome, neste caso, resulta da junção das iniciais dos filhos, Jason e Dan, e do diminutivo do seu próprio apelido. A autora decidiu criar este pseudónimo porque quis apostar num novo género sem comprometer a sua base de fãs nem interferir com a publicação dos seus romances habituais. Mas não se ficou por aqui. Afinal, Nora Roberts também já assinou histórias com os nomes Jill March e Sarah Hardesty.

Nora Roberts começou a escrever durante um nevão

Desde criança, Nora Roberts sempre gostou de inventar histórias e mentiras – algumas tão boas que a mãe ainda hoje acredita nelas. Ao mesmo tempo, muito do seu tempo era dedicado aos livros, companhia a que os seus pais, ávidos leitores, sempre a habituaram. A escrita, contudo, limitava-se às redações pedidas pelas professoras em contexto de avaliação.

Foi apenas aos 29 anos que deu os primeiros passos na escrita de romances. Em fevereiro de 1979, durante um nevão, Roberts estava fechada em casa com os dois filhos e, com um metro e meio de neve na rua, um stock cada vez mais escasso de chocolate e o jardim de infância fechado, não havia muito a fazer. A solução que arranjou para se distrair foi começar a escrever algumas ideias. Resultado: acabou por se apaixonar pelo processo de escrita e rapidamente se dedicou à produção de seis (!) manuscritos.

No espaço de dois anos, entre 1982 e 1984, Nora Roberts escreveu 23 livros para a Silhoeutte Books. No entanto, foi apenas em 1985, com a publicação de Playing the Odds, o primeiro livro da saga MacGregor, que atingiu o estrelato. A obra tornou-se um bestseller e os leitores passaram a querer conhecer mais de Nora Roberts. E tiveram sorte, porque seguiram-se muitos outros êxitos, como Tempos Esquecidos (1989), Herança de Vergonha (1996) e A Rosa Negra (2005).

Nora Roberts foi vítima de plágio duas vezes

Em 1997, ano em que Nora Roberts lançou Um Sonho de Vida e Refúgio, uma leitora fez uma descoberta surpreendente. Depois de ler Sweet Revenge, de Roberts, e Notorious, de Janet Dailey, também ela uma conhecida romancista, apercebeu-se de inúmeras semelhanças entre os dois livros – e comprovou a sua descoberta com a publicação de passagens de ambas as obras na Internet.

Nora Roberts acusou Dailey de plágio e avançou para um processo, que acabou por vencer, após uma confissão por parte da rival. A ironia? Janet Dailey foi o motivo pelo qual a Harlequin havia recusado os manuscritos de Nora Roberts no passado, sob a justificação de que já tinha eleito a sua escritora americana de bestsellers românticos.

Mais recentemente, em 2019, Nora Roberts voltou a enfrentar o plágio. Em abril avançou para uma ação judicial contra a escritora brasileira Cristiane Serruya. A americana acusa-a de ter retirado passagens de três dos seus livros: Sinfonia InacabadaA Pousada no Fim do Rio e Whiskey Beach.

Nora Roberts escreve oito horas por dia todos os dias

Nora Roberts defende que uma carreira na escrita requer muita disciplina, tendo já afirmado que um escritor que não esteja disposto a este sacrifício e espere por uma súbita inspiração “ficará desempregado”. Por esse motivo, a autora prefere concentrar-se apenas num livro de cada vez e escrever durante oito horas todos os dias. Esta é uma regra que segue religiosamente, mesmo quando está de férias.

Este esforço torna-a uma das escritoras mais prolíficas dos últimos (largos) anos. Em 1996, cerca de 15 anos depois de iniciar o seu percurso de sucesso, ultrapassou a marca dos 100 romances com a publicação de Os Céus de Montana. Não admira, portanto, que tenha atualmente mais de 200 livros na sua bibliografia, aos quais se junta o mais recente, Baía dos Suspiros, o segundo volume da trilogia fantástica Os Guardiões.

Por: Inês Pereira

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