10 frases hilariantes que vais encontrar no novo livro de Mixórdia de Temáticas

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Depois das séries “Ribeiro” e “Miranda”, é a vez de “Lobato”, a terceira temporada da popular rubrica radiofónica que Ricardo Araújo Pereira escreve e interpreta nas manhãs da Rádio Comercial, ser adaptada a livro. Fica com um breve teaser de algumas das pérolas que vais descobrir em Mixórdia de Temáticas: Série Lobato.

O meu tio tem um barracão em Alenquer que está vazio, por causa de um negócio de carnes que correu mal, e aquilo, bem recuperado, dava um quartel para Bruce Lees.

Contexto: Ricardo Araújo Pereira (ou melhor, Amândio Lobato) defende que o mundo seria um lugar melhor e mais pacífico se existissem umas dezenas ou centenas de Bruce Lees. O problema seria onde os guardar, mas há sempre um barracão vazio em Alenquer.


Se cada pessoa engole oito aranhas por ano e eu não engulo nenhuma, com que direito é que me andam a engolir as aranhas?

Contexto: É bem conhecida a estatística que indica que cada pessoa engole, por ano, oito aranhas durante o sono. Mas Ricardo Araújo Pereira, que tem todas as aranhas de sua casa recenseadas, está certo de que nunca engoliu nenhuma. O que nos leva à questão: quem é o garganeiro que anda a encher o bandulho com aranhas que não lhe pertencem?


As pessoas têm de adoecer com método.

Contexto: A solução para os cada vez mais habituais problemas de atendimento nas urgências médicas de todo o país pode ser muito mais simples do que parece. Ricardo Araújo Pereira (ou antes o dr. Gonçalo Lobato, do Ministério da Saúde) explica que basta que as pessoas planeiem melhor a altura em que vão estar doentes e agendem devidamente as zaragatas.


Para mim, beleza é javardeira porca.

Contexto: Embora Vanda Miranda insista que nada pode justificar que a beleza seja javardeira porca, Ricardo Araújo Pereira apresenta um argumento pertinente, explicando que existem cada vez mais cremes feitos de baba de caracol e caca de rouxinol. Ou seja, javardeira porca.


Há seres humanos que se comportam de forma esquisita na presença de cerejas.

Contexto: Ricardo Araújo Pereira tem observado que “há seres humanos que, quando comem cerejas, põem os caroços no sítio onde têm as outras”. No seu entender, estas pessoas estão na verdade “a comer do lixo”, porque “o caroço é lixo”. Esquisito, de facto.


Futuramente, quando a humanidade tiver colonizado outros planetas, vai dar jeito a minha especialização em furto de galinhas.

Contexto: É possível que muitas pessoas não o saibam, mas existe um jedi em Fafe. Sim, um jedi como os de Star Wars. Chama-se Firmino Lobato, além de Fafe é único em toda a região do Entre-o-Douro-e-Minho e acredita que a galáxia ainda terá muita necessidade das suas competências. Isto embora atue “sobretudo ao nível do furto de galinhas”.


Ó Martins, olha lá, quem é que tu achas que ganhava à porrada: eu ou aquela vitela que tu tens lá?

Contexto: Numa das suas muitas simulações com o intuito de compreender melhor o mundo que nos rodeia, Ricardo Araújo Pereira encarna um dos mais perigosos tipos de bêbado: o que tem projetos. Nomeadamente o projeto de ir para casa do Martins andar à porrada com uma vitela.


São futuros panos, o que tu tens vestido.

Contexto: De acordo com Ricardo Araújo Pereira, “a roupa de andar em casa parece propriedade de pessoas que não têm casa”, ou seja, é geralmente roupa que já foi boa mas que agora está velha e estragada. Um dia há de servir para fazer panos do pó. A óbvia conclusão: “O que estamos a usar são pré-panos.”


Onde é que tu compras as tuas varejeiras?

Contexto: Ricardo Araújo Pereira recusa-se a aceitar que Vanda Miranda esteja a seguir a dieta do paleolítico. Desde logo porque, se assim fosse, devia estar a comer picanha de mamute com esparregado de varejeiras. “E, para sobremesa, bagas.” Porque os homens do paleolítico comiam muitas bagas.


Tu és menino para pôr fruta mole no fundo do saco e fruta rija em cima.

Contexto: Há que admitir que Mixórdia de Temáticas: Série Lobato é um livro que aborda corajosamente alguns dos temas mais fraturantes da sociedade. Como o ensacamento de produtos no supermercado. Porque, diz Ricardo Araújo Pereira, “os miúdos têm de saber que há coisas profundamente erradas no mundo – e uma delas é ensacar pão com um produto congelado”.

Por: Tiago Matos
Fotografia: Bruno Colaço/4SEE

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