Milena Busquets: “Precisava de dizer à minha falecida mãe o quanto a amei”

Fotografia: Direitos Reservados

A espanhola Milena Busquets explica o que considera um bom livro e revela que o seu último nasceu da necessidade de comunicar com a falecida mãe.

Também Isto Passará

Neste romance que começa e acaba num cemitério, Milena Busquets transforma as suas próprias experiências com a perda da sua mãe numa obra literária de ficção sobre dor e amor, medo e desejo, tristeza e vontade de sorrir, desolação e beleza, que já se encontra traduzida em mais de 30 línguas.

Que título daria a um livro sobre a sua vida?

É demasiado cedo para dizer.

Quais são as suas principais influências e de que forma se manifestam no seu trabalho?

Não tenho influências de que esteja ciente. Alguns autores que adoro: Proust, Colette, Sagan, Philip Roth, García Márquez, Isak Dinesen e muitos, muitos outros.

O que é para si um bom livro?

Qualquer livro que te faça feliz, que te faça querer continuar a ler, que te emocione, que te dê esperança ou faça companhia, é um bom livro.

Qual foi o último livro que leu e o que achou dele?

A Amiga Genial, de Elena Ferrante. Maravilhoso!

Como é a sua rotina habitual de escrita?

Não tenho rotina.

O primeiro rascunho faz-se à mão ou no computador?

No computador, é claro.


“Qualquer livro que te faça feliz, que te faça querer continuar a ler, que te emocione, que te dê esperança ou faça companhia, é um bom livro.”


Costuma planear todos os detalhes do que escreve ou deixa-se levar pelo momento?

Planeio o enredo e parto daí.

Como lhe surgiu a ideia de Também Isto Passará?

Precisava de dizer à minha falecida mãe o quanto a amei.

Já tem uma ideia para o seu próximo livro?

Não.

Qual é a pior parte de ser escritora?

Não ter a certeza do que se quer dizer.

Que conselhos dá a eventuais aspirantes a escritor que a estejam a ler?

Leiam intensivamente e vivam intensivamente.

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