Mia Couto

Mia Couto

Naturalidade:
Beira, Moçambique

Data de nascimento:
5 de julho de 1955

Primeiro livro publicado:
Raiz de Orvalho (1983)

António Emílio Leite de Couto nasce em Moçambique, no seio de uma família de emigrantes portugueses. Filho do poeta, jornalista e editor Fernando Couto, começa também ele por escrever poesia, adotando o pseudónimo “Mia Couto” porque gosta do miar dos gatos. Chega a publicar alguns poemas num jornal local, mas é na área da Medicina que prossegue os estudos. Neste período, integra também a Frente de Libertação de Moçambique. Depois da Revolução dos Cravos, em 1974, interrompe-os e torna-se jornalista a tempo inteiro, colaborando com várias publicações locais. Em 1983, lança o primeiro livro, Raiz de Orvalho, uma coleção de poemas com datas e temas distintos.

Aos 30 anos, retorna à universidade para estudar Biologia, e enquanto o faz edita um livro de contos, Vozes Anoitecidas, com o qual recebe o Grande Prémio da Ficção Narrativa. Também o seu livro seguinte é premiado: Cronicando, uma seleção de crónicas escritas para a imprensa de Moçambique, vence o Prémio Anual de Jornalismo Areosa Pena. Já o seu primeiro romance, Terra Sonâmbula, é distinguido com o Prémio de Literatura da Associação de Escritores Moçambicanos.

Entre romances, contos, crónicas e poesia, vai colecionando importantes reconhecimentos. Vence, em 1999, o Prémio Vergílio Ferreira; em 2001, o Prémio Mário António (com O Último Voo do Flamingo); em 2007, o Prémio União Latina de Literaturas Românicas; em 2012, o Prémio Eduardo Lourenço; em 2013, o Prémio Camões; e em 2014 o Prémio Internacional de Literatura Neudstadt. Em 2015, torna-se o primeiro autor de língua portuguesa a integrar a lista de finalistas do Man Booker International Prize. Os seus livros encontram-se traduzidos para várias línguas e estão publicados em mais de 20 países.

Gostou? Partilhe este artigo:

Leia e veja a entrevista

Gostou? Partilhe este artigo:

 

Gostou? Partilhe este artigo: