Margaret Atwood: uma força da escrita e do ativismo

 

 

Margaret Atwood

Naturalidade
Otava, Canadá

Data de nascimento
18 de novembro de 1939

Primeira obra publicada

The Circle Game (1964)

 

 

 

A História de uma Serva

A História de Uma Serva

Órix e Crex

Órix e Crex – O Último Homem

Ano do Dilúvio

O Ano do Dilúvio

MaddAddam

MaddAddam

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Premiada romancista, mas também poeta, crítica literária e ativista. Já conheces Margaret Atwood, a autora que denuncia a violação dos direitos humanos e a destruição ambiental através dos livros?

Tinha seis anos quando se sentou para ser escritora pela primeira vez. Começou com pequenos poemas e peças de teatro. Ganhou-lhe o gosto. Cresceu. Mas nunca parou de escrever. Hoje, aos 77 anos, a canadiana Margaret Atwood é um dos grandes nomes da literatura mundial, destacando-se sobretudo como romancista, mas também como poeta, ensaísta e crítica literária.

Nascida em Otava, capital do Canadá, a autora que durante largos anos também foi professora universitária de inglês é conhecida pelas suas histórias distópicas e personagens envolventes, através das quais faz passar as suas convicções e expõe problemas como a violação dos direitos humanos e a destruição ambiental.


“Os escritores homens são levados mais a sério. Quanto mais velhas as mulheres ficam, e quanto mais mortas, mais probabilidade têm de ganhar a atenção dos críticos.”

Margaret Atwood

Vencedora do conceituado Booker Prize, em 2000, e do Pen Pinter Award, em 2016, Atwood é dona de êxitos literários como A História de Uma Serva, que aborda a questão da opressão feminina e dos direitos humanos, e que inspira uma nova série da plataforma de streaming Hulu, com estreia marcada para 26 de abril.

Já a sua inquietação relativamente às ameaças ambientais é algo que transparece, por exemplo, através da trilogia MaddAddam – composta pelos volumes Órix e CrexO Ano do Dilúvio e MaddAddam -, que será brevemente adaptada ao pequeno ecrã pela HBO.

  • A História de Uma Serva (1985)
    A autora retrata uma sociedade americana teocrática, onde as mulheres são escravizadas e forçadas a conceber filhos para as elites.
  • Órix e Crex – O Último Homem (2003)
    O primeiro volume da série MaddAddam introduz-nos um planeta onde os recursos estão quase extintos e onde reina o caos político e ambiental.
  • O Ano do Dilúvio (2009)
    A Terra como a conhecemos é destruída, na sequência de um desastre ambiental. Quem são os sobreviventes humanos? Ainda é possível salvar a natureza e a vida animal? Margaret Atwood oferece respostas.
  • MaddAddam (2013)
    O último livro da trilogia, que dá nome à mesma, explora ainda mais fundo este mundo distópico. Desta vez, a ameaça é um praga iniciada pela própria espécie humana, que deixa, uma vez mais, o planeta à beira do colapso.

“Margaret Atwood não se limita a defender os seus princípios. Coloca-os à prova romance após romance. O que faz como ativista serve apenas para aprofundar o seu trabalho como escritora.”

Maureen Freely, jurada do Pen Pinter Prize

Depois de ter dedicado grande parte da sua vida à escrita, Margaret Atwood decidiu, em 2004, abraçar as novas tecnologias. Ou não fosse ela a inventora e impulsionadora do LongPen, um dispositivo que possibilita a assinatura de documentos com caneta, via remota, a partir de qualquer ponto do mundo.

Atualmente, a autora vive em Toronto, no Canadá, com o também escritor Graeme Gibson. Este ano, presenteou-nos com mais um romance, O Coração é o Último a Morrer. Este acompanha um homem e uma mulher que, ao inscreverem-se numa experiência social, colocam em risco a sua liberdade e saúde mental.


Fotografia: Kristin Von Hirsch

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