Livros que deve ler neste verão

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Nada como passar umas férias inesquecíveis no interior de um livro. Mas qual escolher neste verão?

O verão é, para muitos, a altura ideal para se recostarem e apreciarem um bom livro sem interrupções. O comportamento é tão comum que deu origem à chamada literatura de verão, habitualmente tida como frívola ou de fraca qualidade. Mas não tem de ser assim. Siga o seu gosto, opte por um dos bons livros que se encontram neste momento nas livrarias e vai ver que as férias lhe saberão melhor.

Mistérios de verão

A Rapariga no Comboio será porventura a hipótese mais óbvia para as suas leituras de verão. Este thriller psicológico da britânica Paula Hawkins anda nas bocas do mundo desde que foi publicado, no início do ano, tendo já vendido mais de 1,5 milhões de exemplares e consolidado o estatuto de fenómeno literário do ano. De tom semelhante mas menos negro e complexo que Em Parte Incerta, o bestseller de Hawkins inclui todos os componentes ideais para uma boa leitura de verão: mistério e romance apresentados com uma linguagem simples através de situações facilmente identificáveis. Compreende-se o sucesso.

Mas existem alternativas dentro do género. É o caso de Pequenas Grandes Mentiras, de Liane Moriarty, centrado num crime que envolve um trio de demarcadas personagens femininas. Ou de Quando Éramos Mentirosos, de E. Lockhart, embora aqui o foco esteja na recuperação do passado por parte de um grupo de amigos adolescentes.

Amores de verão

Por falar em adolescência, muitas pessoas recordam os verões passados enquanto jovens como os melhores que já tiveram. Muitos associarão as férias grandes a situações em que se tornaram mais maduros e outros recordarão os fugazes romances da época balnear. Certos livros, como a novela gráfica Finalmente o Verão, escrita por Jillian Tamaki e ilustrada por Mariko Tamaki, esforçam-se por captar estes momentos. Narra a história de duas jovens que têm por hábito passar as férias com as respetivas famílias em cabanas junto a um lago, e do verão em que tudo muda e se deparam com a dolorosa entrada na adolescência.

Outras narrativas de transição interna, mas numa perspetiva mais romântica, são Eleanor & Park, de Rainbow Rowell, sobre dois jovens que formam uma conexão através do entretenimento que apreciam, e O Meu Amante de Domingo, de Alexandra Lucas Coelho, que explora a fúria que também pode advir de uma relação.

Outras ficções de verão

Existem, no entanto, outras hipóteses a considerar por quem não morre de amores por histórias de crime ou enredos passionais. Os apreciadores de romances históricos poderão, por exemplo, aventurar-se a descobrir Toda a Luz Que Não Podemos Ver, obra de Anthony Doerr passada na Segunda Guerra Mundial e premiada este ano com o Pulitzer.

Outra opção, mas para quem prefere aproveitar as férias para conhecer novas pessoas, é Se Eu Fosse Chão, de Nuno Camarneiro. Por um único hotel, passa neste livro um extenso e diverso lote de personagens, cada um com uma história para contar.

Se, por outro lado, prefere a brevidade da poesia e não se opõe a uma escrita um pouco mais densa, pode sempre optar por Purgatorial, uma compilação de todos os poemas de Fernando Ribeiro, o vocalista dos emblemáticos Moonspell, incluindo alguns inéditos. Ou então opte pelos breves mas divertidos contos de Hilary Mantel em O Assassinato de Margaret Thatcher. As soluções são mais que muitas para passar um verão rodeado de bons livros.


Por: Tiago Matos

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