A palavra sueca que ajuda a alcançar uma vida mais feliz e equilibrada é desconstruída no novo livro Lagom – O Segredo Sueco para Viver Bem. Dicas não faltam para aplicarmos ao nosso dia a dia.
Se até há poucos meses se falava sobretudo no hygge, o segredo dinamarquês para a felicidade, agora a palavra que se impõe é “lagom”. A origem é sueca e, se quisermos uma explicação sucinta, podemos optar por “a quantidade certa” ou “tudo com moderação”.
Esta forma de encarar a vida, apresentada por Lola Akinmade Åkerström no novo livro Lagom — O Segredo Sueco para Viver Bem, defende que a felicidade se encontra quando dispensamos os excessos e procuramos o equilíbrio e a sustentabilidade. Parece difícil, mas na verdade bastam simples mudanças no nosso dia a dia.
Um livro para…
Quem procura nos livros soluções para melhorar a sua qualidade de vida.
Primeiro parágrafo
“Vivemos numa época de pressão excessiva, que exige ligação ao resto do mundo, que estejamos constantemente a par das últimas notícias e que acompanhemos a velocidade estonteante dos avanços tecnológicos, mudanças de estilo de vida e novas normas de cultura popular.”
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O Livro do Hygge (Meik Wiking)
Hygge – Ser Feliz à Dinamarquesa (Anna Skyggebjerg)
Na Boa! (Diogo Faro)
O livro
O conceito de lagom pode ser aplicado aos vários espetros da nossa vida. Vamos a exemplos (e dicas) concretos?
Cultura e emoção
— Escutar mais e falar menos;
— Deixar de sentir inveja dos outros;
— Aceitar e tomar consciência das nossas necessidades.
Comida
— Não condimentar os alimentos nem de mais, nem de menos;
— Não comer nem de mais, nem de menos;
— Promover o bem-estar dos animais e um processo de produção saudável nos mares, áreas de cultivo e natureza.
Saúde e bem-estar
— Preservar o nosso espaço pessoal (criar “bolhas individuais e de bem-estar mental”);
— Praticar exercício físico regularmente e criar uma relação íntima com a natureza;
— Fazer uma “desintoxicação digital”.
Beleza e moda
— Simplificar rotinas de beleza (por exemplo, ter dias livres de maquilhagem para dar descanso à pele);
— Limpar o armário e escolher as roupas que realmente usamos;
— Dar uma oportunidade a lojas vintage ou em segunda mão.
Decoração e design
— Dar primazia a objetos com mais valor sentimental e a elementos estéticos que nos façam felizes;
— Iluminar o espaço de forma a torná-lo mais acolhedor;
— Decorar com plantas e flores frescas.
Vida social e diversão
— Trabalho de equipa acima de tudo (alimentando valores como a confiança, lealdade e justiça);
— Ser pontual em todas as ocasiões;
— Manter o stresse, os conflitos desnecessários e a impaciência à distância.
Trabalho e negócios
— Planeamento, preparação e trabalho de equipa são prioridades;
— Definir limites pessoais para encontrar equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho;
— Avaliar as várias situações e/ou problemas com cautela, evitando decisões precipitadas.
Dinheiro e finanças
— Ter a poupança como objetivo e prioridade;
— Registar despesas, resolver dívidas e reduzir encargos financeiros;
— Deixar de viver acima das possibilidades.
Natureza e sustentabilidade
— Reciclar e reutilizar o máximo possível;
— Comprar pilhas recarregáveis;
— Cultivar alimentos.
A autora
Lola Akinmade Åkerström trabalhou durante dez anos como consultora e programadora, antes de decidir perseguir o sonho de se tornar escritora de viagens e fotógrafa. Já viveu em África, na América do Norte e, atualmente, tem em Estocolmo a sua casa. É também editora da revista on-line Slow Travel Stockholm, autora do blogue lolaakinmade.com e colaboradora regular de BBC, CNN, The Guardian, National Geographic Traveller, entre outros meios aclamados.
O gancho
O Relatório Mundial sobre Felicidade de 2017 coloca a Suécia numa invejável 10.ª posição. Isto e o facto de lagom se ter tornado um dos trending topics de lifestyle a nível mundial contribuíram para o lançamento de Lagom — O Segredo Sueco para Viver Bem. “O meu livro diz, essencialmente: ‘Vamos todos parar, respirar fundo, perceber o que lagom quer verdadeiramente dizer em todos os aspetos da vida, e escolher se o queremos aplicar na nossa própria vida’”, explica a autora.

