Jovens escritores: Miguel Correia

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Miguel Correia

Tem 10 anos e sempre gostou de histórias. Costumava ouvi-las, mas desde que aprendeu a lê-las não mais deixou de o fazer. Gosta especialmente de livros de aventuras e de bandas desenhadas como as do Tintin – de quem se assume fã – mas também já leu narrativas mais adultas, sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. Sente, na verdade, um grande interesse por História: com apenas 3 anos já conhecia alguns dos principais reis de Portugal. Além de ler, adora escrever e é frequente pegar em qualquer tema da atualidade para criar um texto ou uma rima. Está neste momento a escrever o seu terceiro livro, o primeiro sem ilustrações (isto porque também gosta de desenhar). Ainda não sabe o que quer fazer quando crescer, mas está certo de que a escrita fará sempre parte da sua vida.

Céu de verão

Por Miguel Correia

No verão, gosto de me deitar naquela colina e olhar para o céu noturno, mas ainda com alguma claridade. Gosto de não ver mais nada senão o azul e gosto de me deixar ser levado pelos braços do céu e de me perder dentro dele como um só. Gosto de me esquecer onde é o cima e o baixo e olhar para o infinito, de me embalar nele e de sonhar o que ele me fizer sonhar. Gosto de olhar para a Lua suspensa no meio de nada e ao mesmo tempo no meio de tudo, de todo aquele azul. Depois sinto-me a flutuar com ela no mesmo lar gigante, colossal, mais que isso: infinito. Imagino as suas crateras como cabelos longos, luminosos, belos e sei que do outro lado está uma cara envergonhada que não se quer virar, no entanto quando fecho os olhos vejo-a virar-se para mim e sorrir-me. Nesse momento movo a cabeça e abro os olhos. Quando tiro o olhar do céu sinto-me como se tivesse voltado de uma viagem gigante, colossal, mais do que isso infinita e infinitamente bela.

Como é grande a beleza do céu, mas as pessoas não lhe ligam porque o tomam como uma coisa banal e não tentam ver com atenção e imaginar.

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