José Rodrigues dos Santos:
as razões por trás do sucesso

José Rodrigues dos Santos é atualmente um dos escritores mais populares em Portugal. Saiba as razões que estão por trás do sucesso de um dos maiores nomes da literatura lusófona.

Para os leitores dos seus romances, a chegada de uma nova obra motiva sempre a expectativa e a curiosidade de mais uma jornada de leitura. Aos 51 anos de idade, José Rodrigues dos Santos é um dos mais populares escritores portugueses da atualidade. Desde 2002, com A Ilha da Trevas, que o escritor lança todos os anos um novo livro. São já 14 os romances da sua autoria, valendo-lhe o título de escritor português com o maior número de edições com mais de 100 mil exemplares vendidos.

A influência da religião 

A religião é um dos temas mais abordados por José Rodrigues dos Santos. Tão presente nos seus romances que, em O Último Segredo, o autor não foi poupado a críticas pela Igreja Católica. A trama religiosa está de tal forma encrustada nos seus romances que o padre e professor de Filosofia Anselmo Borges – que chegou a apresentar o livro a convite da editora –, referiu ao Público que “o leitor não tem a capacidade de destrinçar o que é ficcional e o que não o é.” A escrita, ao estilo de Dan Brown, perfila-se escrupulosamente detetivesca, mergulhando num jogo de silêncios, sombras e enigmas.

Bestseller de excelência 

Três milhões de cópias vendidas. 20 línguas. Número 1 no top de vendas em Portugal, França, Bulgária e Hungria. José Rodrigues dos Santos é o bestseller português mais bem sucedido do século XXI. O sucesso começou com O Codex 632, o primeiro livro de ficção, que tem como protagonista o professor Tomás Noronha. Nas suas páginas, o autor transporta o leitor numa viagem enigmática, recheada de segredos e ilusões perante a realidade dos factos. Com mais de 200 mil exemplares vendidos, é a obra máxima de Rodrigues dos Santos. O virar de página na sua carreira enquanto escritor.

A Fórmula de Deus deu seguimento à série de Tomás Noronha, onde a prova científica da existência de Deus é nublada por amor, traição e perseguição. As origens do tempo. A essência do universo. O sentido da vida. Seguiu-se O Sétimo Selo e todo o mistério que acompanha a resolução de um enigma com mais de mil anos sobre as ameaças constantes à sobrevivência do Homem.

A Fúria Divina é o quarto título em que José Rodrigues dos Santos faz de Tomás Noronha a personagem principal do enredo. A veracidade das informações utilizadas em prol da escrita revela uma vez mais a perícia do autor para uma narrativa sobre os grandes temas contemporâneos. Mais do que um romance, uma história do mundo, do tempo e dos perigos ocultos a uma sociedade formatada que vive sem pensar.

Depois da saga de Tomás Noronha e da biografia de Calouste Gulbenkian em dois volumes (O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa), José Rodrigues dos Santos lança agora As Flores de Lótus. Um pouco à margem dos seus romances habituais, o autor escolhe a primeira metade do século XX para questionar as ideologias fascistas e comunistas, assim como os grandes acontecimentos vividos pela sociedade desse tempo.

O poder da comunicação 

Nem só de romances é feita a obra de Rodrigues dos Santos. Comunicação é um livro que trata a complexidade do termo ao mesmo tempo que explica o significado e a forma como a comunicação se reflete nas pessoas através do controlo, da difusão e da influência de comportamentos. As suas influências como jornalista ascendem sobre a sua forma de escrever, com enredos quase fílmicos. Conhecido pelo trabalho em cenários de guerra, a sua experiência no campo conferiu-lhe ideias próprias sobre as quais a escrita, em ficção, se reflete. O destaque na televisão pública e o facto de ser uma cara conhecida do público português constituem argumentos para o sucesso e a aceitação de José Rodrigues dos Santos.


Por: Pedro Venâncio

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