João Pinto Coelho vence Prémio Leya 2017

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Os Loucos da Rua Mazur. É este o título do romance distinguido este ano com o Prémio Leya, um dos mais importantes galardões da literatura em Portugal – até por ter um valor de 100 mil euros.

João Pinto Coelho, o autor, já não era um desconhecido nas letras nacionais, tendo sido finalista deste mesmo prémio em 2014 com o livro Perguntem a Sarah Gross, posteriormente publicado pela Dom Quixote. Nascido em Londres, em 1967, o autor foi inclusive escolhido pela revista Estante como um dos mais promissores escritores portugueses da atualidade.

Inspirado no período que compreende a Segunda Guerra Mundial – tal como Perguntem a Sarah Gross -, Os Loucos da Rua Mazar dá-nos a conhecer duas realidades distintas da história: uma que antecede imediatamente o conflito e outra que se situa no mundo atual.

O júri constituído por Manuel Alegre, Nuno Júdice, Pepetela, José Castello, José Carlos Seabra Pereira, Lourenço do Rosário e Rita Chaves elogiou “as qualidades de efabulação e verosimilhança em episódios de violência brutal com motivações ideológico-políticas e étnico-religiosas, emergindo do fundo de uma convivência comunitária multissecular”, bem como “a criação de personagens com densa singularidade existencial”, “figuras secundárias com valor simbólico” e “a força humana de um protagonista, o velho livreiro cego, que irá ficar como figura inesquecível da nossa ficção mais recente”.

O júri aproveitou ainda para recomendar O Testamento de José de Nazaré, de Ivan José de Azevedo Fontes.

João Pinto Coelho sucede a nomes como João Ricardo Pedro (O Teu Rosto Será o Último), Nuno Camarneiro (Debaixo de Algum Céu), Afonso Reis Cabral (O Meu Irmão) e António Tavares (O Coro dos Defuntos) na lista de distinguidos com este prémio que, em 2016, não foi atribuído a ninguém por decisão do júri.

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