Autor do mês: Os segredos de Ildefonso Falcones, escritor tardio mas só com bestsellers no currículo

Ildefonso Falcones

Naturalidade
Barcelona, Espanha

Ano de nascimento
1959

Primeiro livro publicado
A Catedral do Mar (2006)

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Sentia a escrita a chamar por si desde a infância, mas seguiu o conselho da mãe e tirou um curso. Ildefonso Falcones estreou-se tardiamente como escritor mas, com os seus cinco romances históricos, já vendeu mais de dez milhões de exemplares. O mais recente chama-se O Pintor de Almas.

A CATEDRAL DO MAR
(2006)

 

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OS HERDEIROS DA TERRA
(2016)

 

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O PINTOR DE ALMAS
(2019)

 

 

Ildefonso Falcones sabia desde cedo que queria ser escritor

Ildefonso María Falcones de Sierra sempre sentiu o apelo pela escrita. Em criança escrevia poesia e, aos 17 anos, disse à mãe (que acabara de ficar viúva, com quatro filhos), que queria ser escritor. A mãe deu-lhe o conselho típico da altura: tirar um curso, ganhar muito dinheiro e, se depois ainda houvesse vontade, escrever.

Ildefonso Falcones seguiu o conselho. Ingressou no curso de Economia, que trocou depois pelo de Direito, acumulando com um emprego numa casa de bingo para ajudar a pagar os estudos. Quando se formou em Direito na Universidade de Barcelona, abriu uma sociedade de advogados. Casou e teve quatro filhos.

O advogado foi escrevendo nos seus tempos livres e, já tardiamente, estreou-se como escritor.  Hoje, dedica-se exclusivamente à escrita, realizando o sonho de infância.

Ildefonso Falcones estreou-se como escritor aos 47 anos  

Durante cinco anos dedicou os tempos livres à escrita do seu primeiro romance e, ao longo de outros tantos, bateu às portas das editoras, tentando que lhe publicassem o livro. Finalmente, em 2004, recebeu um “sim” e dois anos depois foi lançada a sua obra de estreia, A Catedral do Mar. Ildefonso Falcones tinha 47 anos nessa altura.

A Catedral do Mar tornou-se o romance mais lido em Espanha e fez de Ildefonso Falcones um dos autores mais destacados no romance histórico, um dos géneros literários com mais leitores no seu país.

O livro foi publicado em mais de 40 países, ganhando uma grande popularidade, bem como vários prémios. Adicionalmente, a Netflix adquiriu os direitos para produzir uma série inspirada nele, à qual deu o mesmo título, e que já foi distinguida com um Prémio Iris, atribuído pela Academia Espanhola.

Ildefonso Falcones tem uma eterna protagonista: Barcelona

Depois do primeiro livro, Ildefonso Falcones publicou mais quatro romances históricos, acumulando dez milhões de exemplares vendidos: La Mano de Fátima (2009), A Rainha Descalça (2013), Os Herdeiros da Terra (2016) e O Pintor de Almas (2017). A maior parte dos seus livros tem lugar em Barcelona, particularmente no auge da prosperidade do século XIV. Pode mesmo dizer-se que a cidade natal do autor é uma protagonista regular nos seus romances. E Ildefonso garante que voltará a ela num novo livro.

Não é propriamente estranho. O escritor nasceu e sempre viveu em Barcelona. Fascinado pela sua cidade e pela época do modernismo, tem como locais prediletos a Catedral de Santa María del Mar, a La Pedrera, o Parque Güell, o mar e a fachada marítima.

Ildefonso Falcones está doente mas não para de escrever

Publicar um livro é sempre um momento feliz. No entanto, na dedicatória do seu romance mais recente, O Pintor de Almas, Ildefonso Falcones desvenda que iniciou a escrita do mesmo quando gozava de plena saúde e terminou-o muito doente. Esse estado levou-o a dedicar o livro a todos os que lutam contra o cancro, bem como a quem está ao lado destas pessoas.

A doença atrasou um pouco a escrita do livro, mas acabou por ser um porto de abrigo nesta sua fase. Apesar de, atualmente, teclar num computador ser uma tarefa algo dolorosa, Ildefonso Falcones já se encontra a trabalhar numa nova história.

Por: Sónia Castro
Fotografia: Joan Tomás

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