Harley Quinn e os mais incríveis anti-heróis da banda desenhada

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Algures entre o protagonista e o antagonista, os anti-heróis agem com a boa vontade dos heróis mas recorrem à brutalidade dos vilões. Apresentamos-te alguns dos mais memoráveis da banda desenhada.

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Harleen

Stjepan Šejic

Sabias que, ao contrário do que geralmente se pensa, Harley Quinn não surgiu na banda desenhada? A nossa “arlequina” favorita foi originalmente apresentada num episódio da série animada Batman, como uma espécie de sidekick de Joker. Estava previsto que essa fosse a sua única aparição, mas rapidamente aguçou a criatividade dos escritores do homem-morcego, que a imaginaram como uma irremediável devota de Joker e viram nela um bom veículo para comentar os efeitos de relações amorosas turbulentas. Pouco mais de um ano depois, estreava-se na banda desenhada, transformando-se gradualmente no que é hoje.

Harley Quinn ganhou uma nova vida depois de Margot Robbie a ter encarnado em Esquadrão Suicida. As críticas ao filme de 2016 podem nem ter sido as mais favoráveis, mas a personagem tornou-se popular ao ponto de ganhar este ano o seu próprio filme, Birds of Prey (e a Fantabulástica Emancipação de Uma Harley Quinn), que enfatiza o seu papel de anti-heroína. Mas se queres realmente matar a curiosidade sobre as origens da estonteante loucura de Harley, o melhor é leres esta série de banda desenhada escrita e ilustrada pelo impressionante Stjepan Šejic. É uma história que faz por esta personagem o mesmo que o filme Joker, protagonizado por Joaquin Phoenix, fez pelo arquirrival de Batman.


Joker

Brian Azzarello, Lee Bermejo, Alan Moore e Brian Bolland

É um tema controverso, na medida em que, na maior parte do tempo, Joker comporta-se muito mais como um vilão do que como um anti-herói. No entanto, a mais recente adaptação ao cinema deste icónico personagem da DC Comics veio relançar o debate e, para sermos completamente francos, não queríamos mesmo deixar um homem que simboliza o caos de fora desta listagem. O livro que aqui te recomendamos assume uma abordagem tão realista quanto aterradora ao Príncipe Palhaço do Crime, incluindo aquela que é amplamente considerada a sua melhor história de sempre: “Piada Mortal”.


Esquadrão Suicida: Nós Que Vamos Morrer

John Ostrander, Luke McDonnell, Bob Lewis, Karl Kesel e Dave Hunt

Criado na distante década de 1950, o Esquadrão Suicida seguia uma das mais curiosas premissas da banda desenhada de super-heróis: e se um bando de vilões se juntasse para trabalhar para o governo em troca da redução das suas penas? A primeira formação “oficial”, coordenada por Rick Flagg, era composta, entre outros, por Pistoleiro, Tigre de Bronze, Encantadora, Blockbuster e Capitão Bumerangue. Uma espécie de fábrica de anti-heróis que, neste livro, são os protagonistas das mais arriscadas missões.


Deadpool Mata Deadpool

Cullen Bunn e Salva Espin

O aviso na capa deste livro poderia muito bem ser um aviso sobre o seu próprio protagonista: “Não é para putos sensíveis e queixinhas.” Originalmente pensado como um vilão “tradicional”, Deadpool tornou-se gradualmente um herói que, com muito humor à mistura, quebra todas as regras, inclusive a quarta parede. Tentou assassinar todo o Universo Marvel, inclusive mais de uma vez, e até já perseguiu alguns dos personagens mais clássicos da literatura, como Tom Sawyer ou Sherlock Holmes. Neste livro procura, contudo, destruir o mais poderoso oponente de que se consegue lembrar: ele próprio.


Wolverine: Ilha da Morte

Frank Cho

É um único livro, mas reúne dois dos mais populares anti-heróis de todos os tempos: Wolverine e Hulk. A narrativa, abrilhantada pelos belos visuais de Frank Cho, assume uma natureza quase surreal: Wolverine, na Terra Selvagem, depara-se com monstros gigantescos (entre os quais Hulk) e até com uma criatura alienígena que faz lembrar as criações de H. P. Lovecraft. Um encontro de titãs que se celebrizaram naquela área cinzenta que distingue os heróis dos vilões.


The Punisher: On the Road

Becky Cloonan e Steve Dillon

Será Frank Castle um herói ou um vilão? Depende de como encaras o vigilantismo. Mas o facto de fazer justiça pelas próprias mãos e de não se escusar à violência extrema coloca-o pelo menos como anti-herói. Neste livro, e mesmo sem um único superpoder, o homem conhecido como Punisher enfrenta de peito feito uma organização inteira de traficantes de droga. Com muito sangue, lâminas e balas à mistura.


V for Vendetta

Alan Moore

John F. Kennedy, antigo presidente dos Estados Unidos, costumava dizer que aqueles que tornam impossível a revolução pacífica fazem da revolução violenta uma inevitabilidade. Seria certamente uma verdade partilhada por V, o anarquista mascarado de Guy Fawkes que, nesta inesquecível distopia de Alan Moore, lidera a insurreição contra um governo fascista e autocrático. Criado em 1982, permanece um dos anti-heróis mais populares da banda desenhada.

Por: Tiago Matos

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