20 anos d’O Grufalão: 7 dicas para tornar a leitura ainda mais divertida

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Publicado há vinte anos, O Grufalão é já um clássico da literatura infantil. Mas será que, tanto tempo depois, ainda encontras novas formas de o ler?

O Grufalão

O GRUFALÃO
Julia Donaldson, a inglesa que escreveu O Grufalão, despertou relativamente tarde para a escrita de livros infantis – tinha 45 anos quando publicou o primeiro – mas rapidamente lhe tomou o gosto e conta atualmente com mais de 180 trabalhos publicados.

 

A FILHA DO GRUFALÃO
Na sequela de O Grufalão, publicada em 2004, a filha do grufalão aventura-se pelo bosque em busca do “grande e mau” rato que no passado assustou o seu pai.

 

Ao percorrer um bosque escuro e frondoso, um ratinho cor de avelã é consecutivamente interpelado por predadores com más intenções. Para se salvar, inventa que é amigo de uma criatura temível, com olhos cor de laranja, dentes assustadores e garras descomunais: o grufalão. Só que, para sua surpresa, acaba por descobrir que o grufalão existe mesmo.

É esta a história de O Grufalão, livro infantil escrito por Julia Donaldson e ilustrado por Axel Scheffler que, vinte anos após a publicação original, continua a encantar jovens leitores por todo o mundo. Foi inclusive escolhido como um dos dez melhores livros infantis publicados nos últimos 50 anos numa votação organizada pela revista Estante em maio de 2018.

Desde 23 de março de 1999, O Grufalão conquistou prémios, foi adaptado ao cinema e ao teatro, inspirou uma sequela, bem como vários livros de atividades, e vendeu milhões de exemplares. A editora eslovena Mojca Stubelj Ars arrisca 16 possíveis razões para tal sucesso, incluindo o facto de ser um livro que tanto agrada a meninos como a meninas, com um ritmo muito próprio, um problema interessante e uma mensagem com a qual as crianças se identificam.

É curioso perceber que os leitores originais de O Grufalão se encontram por estes dias a transmiti-lo aos seus filhos. Nesse sentido, O Grufalão parece conquistar também o mais importante dos prémios, tornando-se um “daqueles” clássicos que passam de geração em geração.

Por outro lado, se achas que por esta altura já o leste milhares de vezes e os jovens leitores que tens em casa não dão mostras de abrandar o interesse, respira fundo e experimenta estas dicas que te deixamos para dar uma nova vida a este clássico infantil.

  1. Criem uma voz diferente para cada personagem

    Será particularmente interessante lançares este desafio à criança com quem estás a ler o livro e perceber as decisões que ela toma relativamente às vozes do rato, da raposa, da coruja, da cobra e do grufalão. Se fizer sentido, eventualmente poderás também incentivar a quebra de alguns estereótipos. Por exemplo, desafia a criança a pensar no ratinho com uma voz grossa ou no grufalão com um sotaque engraçado.

  1. Pensem em exercícios para estimular a memória

    Experimenta perguntar ao jovem leitor que tens por casa se consegue enumerar de cor todas as personagens, algumas das características do grufalão ou, mais difícil ainda, as ofertas – ou, melhor dizendo, iscos – que são feitas ao rato ao longo da história: o bolo de maçã da raposa, o gelado de romã da coruja e o chá de hortelã da cobra. Bónus: preparem uma destas iguarias em conjunto.

  1. Contem uma nova história a partir da história original

    E se percorrerem uma vez mais o livro mas sem ligar ao texto? Incentiva a criança a imaginar uma nova história só a partir das ilustrações. Será que, na verdade, o ratinho estava perdido e a pedir indicações? Outra opção é pedir-lhe que conte uma nova história sob o ponto de vista de outro personagem que não o ratinho. São bons exercícios para estimular a criatividade da criança.

  2. Concentrem-se nos detalhes que nunca viram

    Já reparaste que esta história também inclui pássaros, libelinhas, sapos, moscas, esquilos e minhocas? Experimenta percorrer novamente o livro do início ao fim e contar quantos encontras. Estende o desafio à criança e comparem os resultados.

  3. Leiam o livro a cantar

    E se, em vez de contares O Grufalão, cantares O Grufalão? Como a história é apresentada através de rimas, é perfeita para cantar. O que poderá igualmente resultar em divertidos momentos em família.

  4. Inventem jogos de rimas

    Por falar nas rimas do livro, e se partires desta premissa para fazeres uma competição improvisada de rimas com a criança? Cada um, à vez, escolhe uma palavra ao acaso do livro e tenta encontrar outra que rime com ela. O primeiro que não se lembrar de nada que rime, perde.

  5. Façam uma listagem das palavras mais difíceis

    “Frondoso”, “mandíbula”, descomunal”, “viscosa”, “indagou”. O Grufalão também é conhecido por fazer uso de um vocabulário diverso e por vezes mais complexo do que aquele que a faixa etária para o qual é recomendado está habituada a ler. E se fizerem uma listagem das palavras mais difíceis do livro e procurarem as definições? É uma forma diferente de ler a história e, mais importante ainda, ajuda ao desenvolvimento do vocabulário dos leitores mais jovens.

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