Gostaste d’A Rapariga no Comboio? Vais adorar estes livros!

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Depois do livro, o filme. E depois do filme, outros livros que te vão matar as saudades de A Rapariga no Comboio enquanto Paula Hawkins não publica um novo romance. Queres conhecer alguns?

Sobre o livro, está tudo dito. A Rapariga no Comboio elevou a britânica Paula Hawkins de ilustre desconhecida a uma das mais populares autoras da atualidade. Bateu recordes de vendas – foi o mais adquirido de 2015 em Portugal – e vendeu um total de mais de 11 milhões de cópias em todo o mundo. A história de Rachel Watson, uma mulher que se refugia no álcool na procura de ultrapassar o divórcio e acaba por se ver envolvida num misterioso e mediático desaparecimento, chegou mesmo a deslumbrar alguns grandes nomes da literatura internacional.

Impunha-se um filme. E eis que, em pouco mais de um ano, o temos nos cinemas. Emily Blunt é a protagonista da adaptação realizada por Tate Taylor – que conta no currículo com outra adaptação literária de peso: As Serviçais. O filme conta igualmente no elenco com nomes como Justin Theroux, Haley Bennett e Rebecca Ferguson.

O que parece um pouco mais demorado é a publicação de um novo romance por parte de Paula Hawkins. E isto leva-nos à questão: o que devemos ler a seguir? Felizmente existem outros excelentes thrillers psicológicos nas livrarias, que, por uma ou outra razão, nos fazem lembrar A Rapariga no Comboio. Queres conhecer alguns?


Lugares Escuros

Gillian Flynn

Nesta altura do campeonato, seria quase cliché sugerir Em Parte Incerta a fãs de A Rapariga no Comboio. O bestseller de Paula Hawkins tem sido tão intensivamente associado ao de Gillian Flynn desde o lançamento – começou, aliás, por ser apresentado como seu sucessor – que a maioria dos fãs de thrillers psicológicos já o tem ou teve na mira em algum momento. O que talvez menos saibam é que qualquer livro publicado até hoje por Gillian Flynn é uma boa alternativa para quem procura outro A Rapariga no Comboio. Optamos por Lugares Escuros porque, tal como este, é narrado na primeira pessoa por uma jovem que tenta desvendar um macabro mistério do seu passado. Mas também poderíamos facilmente sugerir Objetos Cortantes. Ou até, embora aqui as diferenças sejam maiores, Pequenos Vigaristas.



Verdade Escondida

Mary Kubica

Dificilmente encontraremos um thriller mais parecido com A Rapariga no Comboio do que este de Mary Kubica. Contado na primeira pessoa através de múltiplos pontos de vista, baseia-se no súbito desaparecimento de uma mulher. Quinn Collins, a amiga com quem esta partilha casa, recorda-se vagamente de ter ouvido algo estranho na suposta noite do desaparecimento, mas não se lembra o que foi. E, ao tentar encontrar a amiga, apercebe-se que esta poderá não ser realmente quem Quinn julgava que era.



Antes de Adormecer

S. J. Watson

Uma das principais dificuldades da protagonista de A Rapariga no Comboio é a perda de memória, que não a deixa recordar o que terá eventualmente testemunhado numa noite. Mas Christine Lucas, a protagonista deste romance de S. J. Watson, tem um desafio ainda maior. Sofre de amnésia anterógrada, o que a leva a acordar todos os dias sem qualquer memória de quem é. Pior: ao reconstruir a sua identidade, percebe que poderá estar em perigo.



Dez Anos Depois

Liane Moriarty

Mais um thriller que utiliza a memória – ou a falta dela – como impulsionadora de tensão. Alice Love, a sua protagonista, é uma mulher de 39 anos. Mas acha que tem 29. Isto porque um aparatoso acidente lhe apaga por completo da memória a última década da sua vida. E se a Alice de 29 anos era feliz e apaixonada, a de 39 está em pleno processo de divórcio e tem a vida num alvoroço. Resta-lhe saber porquê. Uma reconstituição bem ao jeito da que Rachel Watson enfrenta em A Rapariga no Comboio.



A Mulher Silenciosa

A. S. A. Harrison

Podia ser a história do divórcio de Rachel Watson levada ao extremo. É antes a de Jodi Brett e Todd Gilbert, um casal que, depois de mais de vinte anos juntos, vê o casamento caminhar gradualmente para o fim. Todd decide trocar a mulher pela filha de um dos seus melhores amigos e abandonar o apartamento onde vivem. Mas Jodi não o aceita tão bem como inicialmente aparenta.



Flores Cortadas

Karin Slaughter

Vai uma versão um pouco mais negra e perturbante de A Rapariga no Comboio? Neste thriller de Karin Slaughter, como no de Paula Hawkins, o foco da ação está no inexplicado desaparecimento de uma mulher. Em Flores Cortadas, a desaparecida é a irmã adolescente de Claire e Lydia, que mais de vinte anos depois são forçadas a reabrir feridas e a desenterrar segredos antigos para tentar descobrir o que lhe aconteceu.



O Sítio Secreto

Tana French

O cenário é radicalmente diferente do de A Rapariga no Comboio e acompanhamos a história do ponto de vista de um detetive, mas os muitos segredos escondidos neste thriller de Tana French deverão, ainda assim, ser suficientes para contentar todos os fãs do bestseller de Paula Hawkins. Tudo começa quando um rapaz é encontrado morto no jardim de um colégio feminino. Depois, no “sítio secreto”, um quadro de avisos onde se afixam notas de forma anónima, surge a misteriosa mensagem: “Sei quem o matou.” Suficientemente intrigante?



Por: Tiago Matos

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