Fernando Pessoa trocado por miúdos

Fernando Pessoa

EM FAMÍLIA

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O serviço educativo da Casa Fernando Pessoa tem várias atividades para os mais novos (na escola, em família ou em férias escolares) para que possam compreender melhor o mundo de Fernando Pessoa.


 

Vogais animadas

A obra de Fernando Pessoa desvendada perante as crianças, explorando as vogais, os seus universos, brincando e jogando.
Quando: 2 de maio de 2015
Público: crianças dos 3 aos 5 anos (acompanhadas por adultos)
Preço: 4 € (criança) e 5 € (adulto)

Paladares cruzados

Os sabores de Lisboa, cidade em que Fernando Pessoa nasceu, e os sabores de Durban, cidade sul-africana onde também cresceu, são o fio condutor para despertar o gosto pela leitura.
Quando: 6 de junho de 2015
Público: crianças dos 3 aos 11 anos (acompanhadas por adultos)
Preço: 4 € (criança) e 5 € (adulto)

Na cidade de pessoa

Um passeio mistério por Lisboa e um convite a conhecer os locais emblemáticos da cidade, nos quais a História e Pessoa se cruzam.
Quando: 4 de julho de 2015
Público: crianças dos 6 aos 11 anos (acompanhadas por adultos)
Preço: 4 € (criança) e 5 € (adulto)

Informações e marcações:
servicoeducativo@ casafernandopessoa.pt
213 913 270

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Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos são os heterónimos mais conhecidos de Fernando Pessoa. Mas há todo um outro mundo de “outros” do poeta. Como explicar a complexidade do poeta aos mais novos?

Por Catarina Sousa
Ilustrações João Fazenda

QUANDO AS CRIANÇAS BRINCAM / E eu as oiço brincar, / Qualquer coisa em minha alma / Começa a se alegrar. / E toda aquela infância / Que não tive me vem, / Numa onda de alegria / Que não foi de ninguém.” Fernando Pessoa era um. E era muitos ao mesmo tempo. Era o mestre Caeiro, o frenético Álvaro de Campos e o sensacionalista Ricardo Reis. Era o ajudante de guarda- -livros Bernardo Soares. Era ele e era muitos, e por isso quando os mais novos perguntam “Quem é Fernando Pessoa?”, como que querendo desvendar um mistério, é como começar a fazer um puzzle. Vamos juntar as peças?

OS HETERÓNIMOS COMO AMIGOS IMAGINÁRIOS. “O conceito dos heterónimos é trabalhado através de um mecanismo simples e muito próximo das crianças: o do convívio com um amigo imaginário”, explica Cecília Folgado, responsável de Comunicação da Casa Fernando Pessoa, que promove várias atividades com o objetivo de introduzir aos mais novos o mundo do poeta português.

COMPREENDER AS EXPERIÊNCIAS DE PESSOA. “O trabalho que fazemos junto dos públicos infantis é um trabalho de aproximação, com foco quer na vida quer na obra de Fernando Pessoa”, destaca Cecília. No primeiro caso recorrem às experiências por que o autor passou, nomeadamente as de caráter familiar; no segundo, trabalham vários textos, através da leitura e da interpretação, convidando à apropriação e a uma vertente mais lúdica.

AS PERGUNTAS MAIS CURIOSAS. Da experiência do Centro Educativo da Casa Fernando Pessoa, as perguntas são sempre muitas e centram-se, sobretudo, nos aspetos mais humanos: se foi naquela casa que morreu, se namorou com a Ofélia, porque não casou com ela, se a cama era mesmo a sua, como conseguiu inventar tantas histórias e personagens, entre outras.

DAR A CONHECER PESSOA É TAMBÉM APRENDER COM OS MAIS NOVOS. Das várias experiências, Cecília Folgado recorda quando um menino recitou o poema Mar Salgado de forma espontânea, ou a menina que começou a escrever poesia depois de por ali ter passado. São os “Pequenos Pessoas” que ali nascem que fazem valer a pena os ensinamentos.


Diz que é uma espécie de heterónimo
Bernardo Soares: para Pessoa, este não era heterónimo, mas um “semi”, uma “personalidade literária”. Com muitas parecenças com Álvaro de Campos, da leitura do livro O Desassossego percebemos que era ajudante de guarda-livros e ainda que vivia e trabalhava na Baixa lisboeta.

 

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