Está Tudo F*dido: 5 lições que vais descobrir no novo livro de Mark Manson

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Depois de A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da se ter tornado um dos livros mais vendidos de 2018, em Está Tudo F*dido Mark Manson mantém o seu estilo provocador, desconstruindo algumas das “verdades” em que teimamos em acreditar. Eis alguns exemplos.

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ESTÁ TUDO F*DIDO
“Este livro, sob muitos aspetos, correspondeu ao seu título enquanto era escrito. Houve muitas ocasiões em que parecia que tudo estava irreparavelmente fodido por eu ter sido vítima das minhas esperanças excessivamente zelosas. Contudo, de alguma forma — muitas vezes noite fora, comigo a olhar de olhos embaciados para um borrão de palavras no meu ecrã —, as coisas compuseram‑se. E agora estou incrivelmente orgulhoso do resultado.” – Mark Manson

Está Tudo F*dido: o teu cérebro não é guiado pela parte racional

Tendemos a associar o nosso cérebro à razão e à tomada de decisões imparciais e exatas. Mas, na verdade, este órgão é conduzido pelas nossas emoções e impulsos. Apesar de o cérebro – o Carro da Consciência – ser composto por “dois viajantes”, um pensador e outro sentimental, “em última análise, somos levados à ação apenas pela emoção”, explica Mark Manson em Está Tudo F*dido.

“Quando o Cérebro Que Pensa está a calcular prazos de pagamento do cartão de crédito, o Cérebro Que Sente quer vender tudo e fugir para o Taiti.” Assim se explica porque “não fazemos coisas que sabemos que devíamos fazer”. A resposta é simples: “Porque não sentimos vontade.” No fim de contas, todos somos “um louco robô de carne pilotado pelo Cérebro Que Sente”.


Está Tudo F*dido: a vida vai acabar

Grande parte do trabalho da nossa mente – e a razão pela qual nos agarramos tanto à esperança – é para fugir da Verdade Desconfortável. “Nós os dois e toda a gente que conhecemos vamos morrer, e pouco ou nada do que façamos terá alguma importância à escala cósmica”, esclarece Mark Manson em Está Tudo F*dido. Esta realidade é assustadora porque nos “liberta para as responsabilidades”. Ou seja, se tudo vai acabar, “não existe razão para não nos amarmos a nós próprios e uns aos outros [ou] para não nos tratarmos a nós e ao nosso planeta com respeito”.


Está Tudo F*dido: temos mesmo de acreditar em algo

Vivemos num tempo desprovido de propósito e significado. É assim que Mark Manson justifica, em Está Tudo F*dido, o facto de sermos “um povo necessitado de esperança”. Talvez por este motivo “as pessoas religiosas sofrem de depressão e cometem suicídio em números muito inferiores aos dos não religiosos”. A fé dá-lhes um significado para a vida e “protege-os da Verdade Desconfortável”.

Ainda assim, de acordo com o autor, não se pode dizer que haja verdadeiramente ateus. Isto porque todos temos de ter esperança em algo. No amor. No dinheiro. Na educação. Mark Manson chama-lhe o “Valor Deus”, já que “todos temos de acreditar, em fé, que alguma coisa é importante”.


Está Tudo F*dido: a falta de esperança só traz desgraças

Pode parecer exagerado afirmar que a falta de esperança é “a raiz da doença mental” mas, para Mark Manson, é mesmo “a fonte de todas as desgraças”, como descreve no seu novo livro. Ou não fosse a desesperança “a crença de que está tudo fodido” e, então, “para quê fazer alguma coisa?” Este sentimento surge porque percebemos que tudo aquilo com que nos importamos um dia vai acabar.

Por isso mesmo, a mente esforça-se por criar uma versão do antes e depois que nos ajude a acreditar que estamos de facto a deixar a nossa marca. “Para algumas pessoas, a história antes/depois é criar bem os filhos. Para outros, é salvar o ambiente.” Para Mark Manson é escrever.


Está Tudo F*dido: as diversões também podem viciar

Tudo o que surge de novo pode ser classificado em duas categorias: Inovações (fazem com que as pessoas se sintam melhor) ou Diversões (evitam que as pessoas se sintam pior). Quando surgiram, as inovações (como vacinas, máquinas, etc.) foram positivas, mas “quando um grande número de pessoas são relativamente ricas e saudáveis”, explica Mark Manson em Está Tudo F*dido, “a maior parte do progresso económico muda da inovação para a diversão”.

Quando as inovações deixam de existir e passam apenas a ser criadas as chamadas diversões – noites de cinema, fins de semana fora, etc. – cria-se no nosso cérebro “uma fragilidade psicológica” em que “tudo começa a parecer fodido”. A explicação para esta sensação reside no facto de “muitas diversões [enganarem] certos circuitos do nosso cérebro, tornando-se aditivas”.

Por: Tatiana Trilho

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