Em Revelação: Ítaca

TOP 3
Ítaca

Estranha Guerra de Uso Comum
Paulo Faria
Chegou às livrarias em setembro. É um romance e segue o rasto do pai do protagonista, que combateu em Moçambique na Guerra Colonial.

Entre Mim e o Mundo
Ta-Nehisi Coates
Venceu o National Book Award em 2015 e foi o livro mais discutido nos EUA em tempos recentes. Sob a forma de uma carta escrita ao filho adolescente, Coates oferece uma reflexão profunda e muitas vezes indignada sobre o racismo e a violência policial.

Dez de Dezembro
George Saunders
Autor ainda inédito em Portugal e que foi escolhido pela revista Time como um dos mais influentes do mundo. O livro venceu o prémio Folio e o prémio PEN/Malamud. Foi elogiado por autores como Zadie Smith e Thomas Pynchon.

A Ítaca ganhou o nome num poema de Konstandinos Kavais. É uma editora de literatura e ensaios de qualidade, cujos autores são maioritariamente estrangeiros. Recentemente, publicou o primeiro livro de um autor português.

Depois de dez anos a trabalhar em edição de livros, Isabel Castro Silva decidiu lançar o seu projeto. O nome Ítaca vem do poema epónimo de Konstandinos Kavas, cujos primeiros versos são o mote da editora e figuram no frontispício de todos os livros:

Quando saíres a caminho da ida para Ítaca,
Faz votos para que seja longo o caminho,
Cheio de aventuras, cheio de conhecimentos.

Esta editora foca-se em literatura e ensaios de qualidade e aquilo que a diferencia é o catálogo: “São autores maioritariamente estrangeiros e tipicamente consagrados pela crítica e pelo público mas que, por qualquer razão, ainda não foram publicados em Portugal. É o caso de George Saunders, muito conhecido lá fora mas inédito em Portugal, ou de Ta-Nehisi Coates, o vencedor do mais recente National Book Award”, explica Isabel. Há pouco tempo publicou o primeiro autor português, Paulo Faria, que se estreou na ficção com o livro Estranha Guerra de Uso Comum.

GOSTO PELO DESAFIO

Em outubro de 2015 nasce o primeiro livro da Ítaca: uma investigação do Estado Islâmico, da autoria de Loretta NapoleoniA Fénix Islâmica. Isabel gosta de sublinhar que o rigor é uma característica da editora em todas as etapas: tradução, revisão e design dos livros. Além disso, a fasquia da Ítaca é alta: “Trabalhamos para um público que goste de ser desafiado e de descobrir novos autores ou redescobrir obras menos conhecidas de autores consagrados”, conta.

O MUNDO DOS LIVROS INFANTIS

Isabel sentiu necessidade de criar um espaço especial para os livros infantis e, quase em simultâneo com a Ítaca, aventurou-se no lançamento da Jareca. “É uma palavra que inventei em criança e se tornou uma piada privada na minha família”, explica. Aqui publicam-se sobretudo álbuns ilustrados. Tal como a Ítaca, a Jareca pauta-se pela exigência do catálogo e vontade de dar a descobrir novos autores.


A capacidade de espicaçar o meu imaginário foi o que me atraiu no mundo dos livros


Por: Catarina Sousa
Fotografias: Bruno Colaço/4SEE

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