Eça de Queirós

Eça de Queirós (Photographia Contemporanea, O Contemporâneo, nº 108, Lisboa [1882], Biblioteca Nacional de Portugal, Wikimedia Commons)

Eça de Queirós

Naturalidade:
Póvoa de Varzim, Portugal

Data de nascimento:
25 de novembro de 1845

Morte:
16 de agosto de 1900

José Maria Eça de Queirós nasce na Póvoa de Varzim, filho de um magistrado, e segue nos estudos os passos do pai, formando-se em Direito na Universidade de Coimbra e mudando-se depois para Lisboa para exercer advocacia. Acaba, no entanto, por se interessar mais por jornalismo, passando a colaborar com diversos jornais e revistas e dirigindo ele próprio O Distrito de Évora.

Aos 25 anos, parcialmente inspirado por uma viagem ao Egito, publica com o amigo Ramalho Ortigão, no Diário de Notícias, uma série de cartas anónimas que, em conjunto, formam o primeiro romance policial da literatura portuguesa: O Mistério da Estrada de Sintra. A apetência pela escrita de ficção mantém-se no resto da sua vida, geralmente como complemento de uma atividade profissional “principal” que o leva a ocupar posições como administrador do concelho de Leiria e cônsul de Portugal em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Entre os livros publicados encontram-se obras como O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878), A Relíquia (1887) – com o qual concorre, sem sucesso, ao Prémio D. Luís da Academia Real das Ciências de Lisboa –, e Os Maias (1888) e A Ilustre Casa de Ramires (1900), juntamente com inúmeros contos, alguns dos quais posteriormente reunidos numa só edição: Contos.

Apesar de ter passado a maior parte da sua vida fora de Portugal, mantém a relação com o país, colaborando regularmente com publicações nacionais. A 16 de agosto de 1900, morre na sua casa de Paris, deixando vários trabalhos por publicar e romances traduzidos em dezenas de línguas.

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