Donna Tartt

Donna Tartt

Naturalidade:
Greenwood, Mississippi, EUA

Data de nascimento:
23 de dezembro de 1963

Primeiro livro publicado:
A História Secreta (1992)

Donna Tartt é uma das mais controversas escritoras norte-americanas da atualidade. A sua escrita tem também o poder de gerar discórdia entre os mais reconhecidos críticos literários. A abordagem a temas delicados, como as injustiças sociais e a luta pela sobrevivência, transforma os seus romances em verdadeiras reflexões sobre o mundo atual. Em 2014, Tartt é nomeada pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Desde criança que as palavras se encontram presentes na sua vida. Com apenas cinco anos escreve o seu primeiro poema que consegue ver publicado numa revista literária, cerca de oito anos depois. Esta pequena publicação desperta a atenção do público e o reconhecimento do talento que Donna possui para a escrita.

Em 1981 começa a frequentar a Universidade do Mississsipi onde trava conhecimento com algumas pessoas que mais tarde viriam a impulsionar a sua carreira literária. Willie Morris, um importante escritor e editor americano, é quem primeiro repara no seu talento e recomenda a Barry Hannah, autor de vários contos e novelas, que a integre no seu curso de pós-graduação em escrita de contos. Em pouco tempo, destaca-se como sendo a melhor aluna deste curso.

Por sugestão destes dois escritores, transfere a sua matrícula para a Universidade de Bennington, tornando-se amiga de Bret Easton Ellis, outro reconhecido escritor norte-americano. Com o apoio de Ellis, publica o seu primeiro romance, A História Secreta, em 1992. O enorme sucesso deste livro faz com que seja traduzido em cerca de 25 línguas, com as vendas a ultrapassar os 75 000 exemplares, logo na primeira edição.

Dez anos mais tarde, em 2002, surge o segundo romance intitulado O Pequeno Amigo. A sua prosa característica destaca-se dos restantes autores de ficção contemporânea, aproximando-se mais da forma de escrita associada ao movimento pós-modernista. Esta segunda publicação foi agraciada com diversas prémios de elevado relevo no mundo literário, entre eles o Prémio Orange de Ficção e o Prémio Literário WH Smith, ambos em 2003.

A chegada de O Pintassilgo, em 2013 vem aumentar ainda mais a popularidade desta autora. A história de um rapaz que aos 13 anos perde a mãe e se refugia no quadro “O Pintassilgo”, de Carel Fabritius conquista o público e mantém-se durante várias semanas na lista dos livros mais vendidos do jornal New York Times.

Apesar de todo o sucesso, as críticas dividem-se dando origem a uma certa polémica em torno deste livro. A vitória do Prémio Pulitzer, um dos mais aclamados no género de ficção, opõe-se a críticas que o consideram um livro demasiado infantil que não acompanha o crescimento da autora. Em 2014, a polémica continua, pois, embora o romance seja premiado com a Medalha Andrew Carnegie para a Excelência na Ficção, não consegue sequer uma nomeação para a longlist do Prémio Man Booker, um dos mais importantes prémios para romances e obras deste género.

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