Alter Ego de Diogo Infante

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diogo-infante-na-revista-estanteDiogo Infante

Nasceu e cresceu no Algarve e começou a estudar teatro, em Lisboa, em 1988. Estreou-se como ator profissional na peça As Sabichonas, de Moliére, dirigido por Ruy de Matos, no Teatro Nacional D. Maria II, em 1989. É nesse teatro que está neste momento a preparar Cyrano de Bergerac, em cena até 1 de março.

Estás a ensaiar Cyrano de Bergerac, no teatro nacional D. Maria II, depois de teres feito Ode Marítima. És masoquista? 

Bom, metade do disco rígido já está ocupado mas gosto de me desafiar, não só a decorar mas a confrontar-me com estas personagens míticas e a crescer com elas. Adoro poder partilhar essa experiência com o público que me acompanha.

De que forma a tua imagem te condiciona? Se fosses feio, como Cyrano, serias o mesmo ator? 

A nossa imagem exterior acaba inevitavelmente por condicionar quem e como somos, até porque esse retorno chega-nos, muitas vezes de modo cruel, através do olhar dos outros. Teria feito outros papéis, certamente. E lamentaria nunca ter tido a oportunidade de fazer galãs!

Tens noção de que não és um ator consensual junto do meio teatral? 

Sim. Suponho que projeto uma imagem de alguma inacessibilidade que pode ser confundida com arrogância. Tal como o Cyrano, não pertenço a lóbis nem tenho protetores poderosos, não pactuo com a mentira, com os preconceitos e com a estupidez. No fundo sou um tímido que tem tido oportunidades, responsabilidades, sorte e algum sucesso. A opinião dos outros é obviamente importante mas recuso-me a viver um função dela.

Se fosses convidado para Secretário de estado da Cultura aceitarias?

Não, só para ministro! Porque entendo que a falta de reconhecimento por parte deste na opção de remeter a Cultura em Portugal para uma secretaria de Estado.

Fotografia de Carlos Ramos

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