Porque deves desafiar os miúdos a ler em voz alta

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Muitos são os benefícios de ler em voz alta aos miúdos. Mas desafiá-los a completar esta tarefa sozinhos pode também ser uma forma de os encorajar a pegar nos livros. Por isso mesmo, deixamos-te algumas sugestões para tornares este momento ainda mais divertido. E desafiante.

o coala que foi capaz

O Coala que Foi Capaz
Rachel Bright e Jim Field

DESAFIA OS MIÚDOS A CANTAREM UMA HISTÓRIA EM VOZ ALTA

Sabias que ouvir música ajuda a aprender mais depressa? O caráter repetitivo das canções ajuda a fixar informações e é uma poderosa ferramenta de ensino. Mas convidar os mais novos a cantar (em vez de ouvir) uma música pode ser mais desafiante. O que tem isto a ver com os livros? É uma forma diferente de ler uma história em voz alta. Principalmente aquelas que são escritas em forma de rima que já são, por si só, mais melódicas. É o caso de O Coala que Foi Capaz. Imagina-os a cantar este trecho do livro: “’Não há quem não goste deste bichinho peludo, que desde os pés às orelhas é macio como tudo.”

Oscar o unicórnio comilão

Óscar, O Unicórnio Comilão
Lou Carter e Nikki Dyson

DESAFIA OS MIÚDOS A LEREM EM VOZ ALTA COM UM AMIGO

A importância de ler com um amigo vai além da diversão. A verdade é que quando nos comprometemos com alguém a completar um certo objetivo é mais provável que isso aconteça. Este desafio é particularmente adequado para histórias com mais do que uma voz narrativa, como é o caso de Óscar, O Unicórnio Faminto, contada por um narrador que vai deixando comentários entre parênteses. Por exemplo: “O Óscar tem fome, muita fome. O problema é que ele já comeu tudo. (Incluindo o estábulo onde vivia.)”


DESAFIA OS MIÚDOS A CRIAREM VOZES PARA CADA PERSONAGEM

Este desafio vai puxar pela imaginação dos mais novos. Além de que é um bom exercício para os ensinares a colocarem-se na pele de outra pessoa. Se a história tem mais do que uma personagem, como O Meu Amigo Extraterrestreconvida-os a ler em voz alta as falas com diferentes vozes. Neste caso a história tem duas personagens: uma delas – o amigo extraterrestre que vem de intercâmbio para casa do Tomás – está sempre a perguntar o porquê de tudo. As crianças podem fazer uma voz mais nasal ou robótica para a personagem do extraterrestre e uma voz mais serena para a personagem humana, por exemplo.


DESAFIA OS MIÚDOS A FAZEREM PERGUNTAS

“O que vai acontecer a seguir?” ou “Onde é que ele se escondeu?” são algumas das perguntas que os mais novos podem fazer enquanto leem em voz alta. O objetivo é que se sintam confortáveis com o texto que estão a ler ao ponto de pedirem às pessoas que os ouvem para adivinharem o que vai acontecer. A edição das “Fábulas Recortadas” de Alice no País das Maravilhas é ideal para este fim. Até porque, como é uma história já conhecida pelos adultos, é fácil adivinhar a resposta às perguntas que as crianças vão colocando. “Para onde foi a Alice?”, podem perguntar eles. Nesta edição ilustrada com recortes podes responder: “Está ali! Caiu naquele buraco.”

A minha rua é mágica

A Minha Rua é Mágica
Rosário Alçada Araújo e Patrícia Furtado

DESAFIA OS MIÚDOS A LEREM COM UM LÁPIS NA BOCA

À partida pode parecer um desafio estranho, mas a verdade é que ler em voz alta com um lápis (ou uma caneta, ou um marcador) entre os dentes ajuda a aperfeiçoar a dicção. Este exercício é particularmente útil para as crianças que falam muito rápido ou têm dificuldades em articular as palavras. Para começar recomendamos o livro A Minha Rua é Mágica. Como tem relativamente pouco texto e apenas 32 páginas (cerca de metade só com ilustração) é um bom ponto de partida para os leitores mais novos se entreterem com este desafio. Além disso, o oitavo volume da coleção de literatura infantil “Na Minha Rua” tem uma mensagem enternecedora: juntos somos mais fortes.

Por: Tatiana Trilho

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