Descompasso: os diálogos entre Portugal e Angola


Um livro para…
Fãs de leituras sobre a Guerra Colonial e os bastidores do Estado Novo.

Primeira frase
“Há uma hora, numa noite que ninguém sabe qual, em que as estátuas podem voltar à vida, mas só são reconhecidas por outras que tenham a mesma alma de ferro ou pedra…”

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Baseado em factos pouco conhecidos da história de Portugal e de Angola, Descompasso é um romance de ficção com sabor a verdade.

Uma picardia entre duas figuras de vulto na relação entre Portugal e Angola no início da década de 1960. É este o mote para um livro onde Onofre dos Santos apresenta a sua verdade sobre o que realmente aconteceu nestes caóticos anos em que governava o Estado Novo.

O livro

Descompasso tem como pano de fundo o início da Guerra Colonial, misturando facto e ficção em diálogos de alguns dos principais protagonistas da época. As hostilidades abrem quando, após os primeiros atos de revolta em Angola, António de Oliveira Salazar toma duas decisões controversas: as nomeações de Adriano Moreira para Ministro do Ultramar e de Venâncio Deslandes para Governador-Geral de Angola. Mas quando o relacionamento entre estas duas figuras entra em rotura, a discórdia gera uma conjuntura favorável aos nacionalistas angolanos para se manifestarem e cessarem o cordão entre Portugal e Angola.

O autor

Onofre dos Santos nasceu em Luanda, em 1941,é atualmente juiz do Tribunal Constitucional de Angola e está habituado a escrever sobre Portugal e Angola. A sua bibliografia conta com outras publicações focadas nesta temática, como Os (Meus) Dias da Independência, uma espécie de diário onde revive as suas memórias enquanto advogado e juiz em Luanda, e Eleições Angolanas – Uma Lição para o Futuro, redigido após as eleições angolanas em 1992. É igualmente autor de vários livros de contos, entre os quais Memórias de um Dark Horse, O Conto da Sereia, O Astrónomo de Herodes e O Gosto Amargo do Quinino.

O gancho

Descompasso tem o condão de revelar factos menos conhecidos da história entre Portugal e Angola, mas é igualmente uma leitura envolvente para quem se procura entreter com um simples romance. Isto porque está construído tendo como base uma narração romanceada suportada por diálogos imaginados entre algumas das principais figuras da época. A terminar, nos anexos, temos também um conjunto de documentos, entre telegramas, recortes de jornais e boletins oficiais, que adicionam ainda mais detalhes à trama política.


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