Dan Brown: uma vida de ciência, religião e thrillers

 

Dan Brown

Naturalidade
Exeter, New Hampshire, Estados Unidos

Data de nascimento
22 de junho de 1964

Primeiro livro publicado
Fortaleza Digital (1998)

 

 

 

 

 

 

anjos e demónios

Anjos e Demónios

 

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O Código da Vinci

 

O-Simbolo-Perdido

O Símbolo Perdido

 

Inferno

Inferno

 

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Origem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O autor d’O Código da Vinci acaba de lançar Origem, o quinto thriller protagonizado por Robert Langdon. Com uma vida recheada de códigos e enigmas, há muito para descobrir sobre Dan Brown.

Códigos, puzzles, anagramas, enigmas, conspirações. Desde pequeno que Dan Brown vive fascinado por desafios como estes. Os seus pais sabiam-no, motivo pelo qual aproveitavam dias especiais, como o Natal ou os aniversários, para criarem mapas do tesouro, repletos de pistas, para que Dan e os seus dois irmãos mais novos os decifrassem. O objetivo? Encontrarem as suas prendas.

Até na escola o autor era constantemente estimulado. Foi, aliás, praticamente criado num colégio interno religioso, que o despertou para a relação conturbada entre a ciência e a religião.

Soa-te a algo familiar? É natural. Ou não fossem estes dois dos temas dominantes nos bestsellers de Dan Brown. Na verdade, passou toda a sua juventude a refletir sobre questões fraturantes como essas – era um típico menino do coro (cantava nas missas de domingo), conversava frequentemente com teólogos, analisava os textos da Bíblia e, simultaneamente, acompanhava os avanços científicos.

“Era muito religioso quando era miúdo. Depois, no 8.º ou 9.º ano, estudei astronomia, cosmologia e as origens do universo. Lembro-me de dizer a um padre: ‘Não percebo. Li um livro que dizia que houve uma explosão, o Big Bang, mas aqui diz que Deus criou o céu, a Terra e os animais em sete dias. Qual das histórias está correta?’ Infelizmente, a resposta que obtive foi: ‘Os bons meninos não fazem essa pergunta.’ E eu disse: ‘A Bíblia não faz sentido. A ciência faz muito mais sentido para mim.’ E comecei a afastar-me da religião”, recordou o autor.

Ainda assim, nunca perdeu o interesse. Na universidade – onde se destacou como jogador de squash – estudou línguas, literatura e história, mas foi só quando viajou para Sevilha que se deixou seduzir pela arte – mais concretamente pelas obras de Leonardo da Vinci. Estavam reunidos todos os ingredientes para os seus livros.


“O tempo é um rio, e os livros são barcos.”

Dan Brown

Hoje em dia é inegável: quando se fala de thrillers, Dan Brown é uma das principais referências. Dos seus sete livros, cinco (os mais aclamados) têm o mesmo protagonista, o professor de simbologia da Universidade de Harvard Robert Langdon. Vale a pena conhecê-lo.

  • Anjos e Demónios

    Robert Langdon é chamado à Suíça para identificar uma estranha marca gravada no peito de um famoso cientista que foi assassinado. O símbolo parece confirmar a reemergência de uma antiga irmandade secreta de nome Iluminatti, que se acreditava estar extinta há séculos e que agora regressa para destruir a Cidade do Vaticano e, consequentemente, a sua grande inimiga: a Igreja Católica.

  • O Código da Vinci

    Este livro que o catapultou para a fama tem Paris como cenário. Depois de uma palestra, Robert Langdon espera encontrar-se com o curador do famoso Museu do Louvre, mas este nunca aparece. Pouco depois, o curador é encontrado morto dentro do próprio museu. Caberá ao professor de simbologia descobrir e interpretar pistas inquietantes, de forma a resolver o crime e evitar acontecimentos ainda mais trágicos.

  • O Símbolo Perdido

    Enigmas e sociedades secretas voltam a ter preponderância nesta história de Dan Brown, mas agora com Washington como pano de fundo. Numa corrida contra o tempo, Robert Langdon terá de descodificar as mensagens secretas que estão inscritas no misterioso e mundialmente conhecido livro de símbolos A Chave de Salomão. Tem apenas 12 horas para o fazer.

  • Inferno

    Uma ameaça aterradora paira sobre a humanidade: um famoso geneticista planeia libertar uma praga para acabar com o problema da superpopulação. Guiado por códigos e mensagens do clássico da literatura A Divina Comédia, de Dante Alighieri, que projeta uma imagem muito clara do Inferno, Robert Langdon percorre Florença, Veneza e outras cidades italianas para evitar a destruição da população mundial.

  • Origem

    Este recém-lançado thriller volta a beber de temas como ciência, religião, história, arte e arquitetura. E mais: procura responder a duas questões fundamentais da nossa existência: de onde vimos e para onde vamos? Em Bilbau, Espanha, o professor de Harvard visita o Museu Guggenheim para assistir a uma bombástica revelação científica do famoso futurista Edmond Kirsch, que foi seu aluno. O evento acaba por ser sabotado e rapidamente dá origem ao caos, obrigando Langdon a fugir e a percorrer os labirintos da história, da religião e da arte moderna para desvendar o segredo de Kirsch, que alguém está a tentar silenciar.

 

 

A música antes dos livros

Ao contrário do que se possa pensar, o caminho de Dan Brown não foi assim tão linear. É que antes de se aventurar na escrita (a tempo inteiro), e logo após concluir a licenciatura, tentou a sua sorte como cantor e compositor – provavelmente tentando seguir as pisadas da mãe, que foi durante anos a fio organista numa igreja.

O autor mudou-se, inclusive, para a terra onde os sonhos nascem – Los Angeles –, onde fez alguns trabalhos de produção, lançou álbuns para crianças, para adultos (um deles, curiosamente, intitulado Anjos e Demónios) e deu aulas de música.

Nunca foi suficientemente reconhecido, mas esse “fracasso” na área musical acabou por conduzi-lo a uma bem-sucedida carreira enquanto escritor. Foi também em Los Angeles, e mais concretamente na Associação Nacional de Compositores, que conheceu a sua mulher, Blythe Newlon, que ainda hoje é a sua maior fã e impulsionadora.


“Tenho uma ampulheta na minha secretária e, a cada intervalo de uma hora, faço flexões, abdominais e rápidos alongamentos. Isto ajuda-me a manter o sangue e as ideias a fluir.”

Dan Brown

Foi em 1993 que tudo mudou. Regressado a casa, a New Hampshire, na companhia de Blythe (com quem só se casou em 1997), Dan Brown começou a dar aulas de inglês e espanhol no colégio interno onde estudou. E foi nessa mesma altura que, depois de ler o romance The Doomsday Conspiracy, de Sidney Sheldon, percebeu aquilo para que estava talhado: escrever thrillers.

A verdade é que os números falam por si: os seus romances estão publicados em 56 idiomas e já venderam mais de 200 milhões de cópias em todo o mundo. Só O Código da Vinci, a sua mais bem-sucedida obra até ao momento, vendeu mais de 80 milhões de cópias e esteve 166 semanas na lista de bestsellers do New York Times. Será que Origem vai seguir o mesmo rumo?

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Por: Carolina Morais

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