Dan Brown e José Rodrigues dos Santos: o que deves saber

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DAN BROWN

Nascimento: 22 de junho de 1964
Naturalidade: Exeter, New Hampshire, Estados Unidos
Principal inspiração: Sidney Sheldon
Protagonista de eleição: Robert Langdon
Número de romances publicados: 7
Exemplares vendidos: Mais de 200 milhões
Outras ocupações: Foi músico (e lançou álbuns)

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JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS

Nascimento: 1 de abril de 1964
Naturalidade: Beira, Moçambique
Principal inspiração: Somerset Maugham
Protagonista de eleição: Tomás Noronha
Número de romances publicados: 18
Exemplares vendidos: Mais de 2,2 milhões só em Portugal
Outras ocupações: É jornalista há mais de 30 anos

Dan Brown esteve recentemente com José Rodrigues dos Santos a visitar a Quinta da Regaleira, em Sintra. Será essa a próxima paragem de Robert Langdon?

 

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Amélia Silva
Livreira na FNAC Santa Catarina

Podemos dizer que há um momento antes e um depois de Código Da Vinci. Dan Brown impulsionou e influenciou a procura do público por tudo o que estivesse relacionado com a relação de Cristo com Maria Madalena, o Priorado do Sião, o Santo Graal e os Templários. Além disso, a saga vivida por Robert Langdon é descrita com um sentido apurado de entretenimento que nos prende da primeira à última página.

José Rodrigues dos Santos tornou-se, nos últimos anos, um dos autores mais lidos em Portugal. Com O Códex 632 dá-nos a conhecer Tomás Noronha, professor universitário especialista em línguas antigas, que é contratado para descobrir um enigma deixado por um historiador. O autor aborda a possibilidade de Colombo ter sido um espião português ao serviço do rei D. João II. É um livro repleto de aventura e enigmas.

 

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Elsa Alves
Livreira na FNAC Santa Catarina

“TOMÁS NORONHA É O ÚNICO HERÓI RECORRENTE DA LITERATURA PORTUGUESA”

Em conversa com a Estante, José Rodrigues dos Santos explica o sucesso de O Codex 632, o livro que lançou o seu mais célebre personagem.

Que impacto teve O Codex 632 na sua carreira?

Na altura fiquei atrás do Dan Brown no top da FNAC – mas lá perto – e isso foi interessante. Foi também importante ter lançado Tomás Noronha. No outro dia um leitor disse-me que Tomás Noronha é o único herói recorrente da literatura portuguesa.

Pus-me a pensar e realmente não me lembro de mais nenhum, enquanto vemos, por exemplo, Agatha Christie com o Poirot, na América o Indiana Jones ou na Bélgica o Tintin.

O Codex 632 marca o nascimento desse personagem universal, que se transforma no primeiro português a ir ao espaço.

O livro investigou a possibilidade de Colombo ser português. A polémica ditou o sucesso da obra?

Não necessariamente. Na verdade, O Codex 632 é um romance com três temas. Um é o Cristóvão Colombo, que é apenas o veículo para o segundo tema, os descobrimentos portugueses. E depois é um romance sobre como a História é falsificada.

Quando eu era miúdo lia muito Astérix e dizia que era uma banda desenhada com vários níveis de leitura – para crianças, mas também para adultos. Os meus romances do Tomás Noronha também são assim: têm uma leitura mais elementar, que é a história em si, e depois têm subtextos associados.

Mas penso que o sucesso deste livro radica, sobretudo, em duas coisas que o Miguel Sousa Tavares apontou para Equador: conta uma história e fá-lo de forma interessante.

Estava à espera de conquistar o mercado internacional?

Quando faço uma coisa, não estou propriamente a pensar no que vai dar. O primeiro passo foi tentar que o livro fosse publicado, depois que as pessoas o lessem, e a certa altura pensámos: “Em Portugal as pessoas já estão a ler, onde podemos ir mais?” E a coisa foi feita assim.

Uma equipa campeã de futebol não o é porque entra nos primeiros jogos a pensar que vai ganhar o campeonato, é-o porque está a pensar em ganhar aquele jogo e só depois o jogo seguinte.

Por: Carolina Morais
Fotografias: Bruno Colaço/4SEE (José Rodrigues dos Santos)

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