Cultura em 2015

 

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O Orçamento do Estado para 2015 pode ter dado 219,2 milhões à cultura – mais 10% do que em 2014 – mas ricas são as propostas que os grandes agentes pensaram para este ano. das coproduções aos livros de bolso, passando pelas parcerias entre públicos e privados, a cultura faz ginástica para não emagrecer


 

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João Louro


O artista plástico foi escolhido para representar Portugal na Bienal de Veneza este ano. Com obras na área da pintura, escultura e vídeo, João Louro chega à cidade italiana na edição em que o tema é “All the World’s Futures” e apresentará o seu trabalho num edifício cheio de passado: o quinhentista Palácio Loredan.

 

HÁ VIDA NOS MUSEUS

Uma das joias nacionais mostra em 2015 a sua “tiara”. É assim que António Pimentel, diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, se refere à nova sala que o MNAA inaugura em maio. No terceiro andar do museu, no topo do edifício, o processo de modernização culmina com a inauguração de uma galeria de escultura e pintura portuguesa que estava fechada desde 2008 e contará agora com cerca de 250 obras, muitas delas novas aquisições.

Gerido pela Direção-Geral do Património Cultural – que tem a seu cargo 23 monumentos e museus a nível nacional (e recebe uma verba global de 36 milhões de euros do Orçamento do Estado) –, o MNAA revolucionou a gestão dos museus públicos ao fazer parcerias com produtoras privadas como a Everything is New e a Uau, política que é para manter em 2015, sobretudo depois das notícias que colocam a instituição como o primeiro museu português em número de visitantes. “Os museus, ao contrário dos teatros, não têm orçamento para programação”, diz António Pimentel. “As verbas dão apenas para manter o equipamento. Seria impossível fazer esta programação sem parcerias, não só em termos financeiros como de recursos humanos.” A programação a que se refere o diretor passa por duas grandes exposições anuais, além da coleção permanente e de iniciativas como o ciclo de Obras Convidadas. “Depois de A Paisagem Nórdica do Museu do Prado, Os Saboias e a Coleção Franco Maria Ricci [até 12 de abril], em 2015 está na altura de outro tema português”, diz Pimentel. Assim, em maio o MNAA recebe Josefa de Óbidos e a Invenção do Barroco Português, sobre “uma protagonista mulher num tempo de homens”. Já em novembro é a vez de Câmara de Maravilhas: Quando a Arte Cabe Numa Mão, exposição de miniaturas realizada a partir do acervo do MNAA que tem estado guardado. “Será uma exposição desafiante porque é feita de objetos muito diminutos. É como entrar num mundo liliputiano.”


O Museu Nacional de Arte Antiga — que tem a seu cargo 23 monumentos e museus – revolucionou a gestão dos museus públicos através de parcerias com produtoras privadas como a Everything is new e a Uau. 


Em grande escala está prevista a abertura do tão adiado novo Museu dos Coches, parte integrante do também novo plano para a gestão de museus e monumentos no eixo Belém-Ajuda.

Igualmente à beira-rio, mas no campo dos privados, o Museu da Eletricidade apresenta Julião Sarmento a dobrar. Além de ser um dos convidados a intervir no Projeto Contentores, o artista mostra a sua coleção privada em Afinidades Eletivas, que reúne obras de pintura, desenho, escultura, fotografia, vídeo e instalação e estará aberta ao público a partir de 10 de outubro. Ainda no museu da Fundação EDP destaque para 1915, o ano Orpheu, exposição que assinala, de 20 de junho a 20 de setembro, o centenário da revista modernista, com curadoria de Steffen Dix, especialista em Fernando Pessoa. Além da exposição de originais dos dois únicos números é possível passar todo o ano em revista através de uma cronologia cultural e política, e até ser insultado numa reconstituição da famosa “Cena do Ódio”, de Almada Negreiros. [Leia mais sobre os 100 anos da revista Orpheu aqui.]

Mais a norte, a Fundação de Serralves começa o ano com dois arquitetos polacos: Oskar Hansen e Monika Sosnowska ocupam o Museu de Arte Contemporânea do Porto a partir de 29 de janeiro e 19 de fevereiro, respetivamente.

E porque falar de arte contemporânea é também, cada vez mais, falar de arte urbana, convém prestar atenção ao trabalho da Galeria Underdogs, em Lisboa. Continuando a dar voz a artistas que normalmente intervêm na rua, em 2015 a galeria convida nomes como o brasileiro Finok e os portugueses Maria Imaginário e Mais Menos.

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João Salaviza


É uma escalada mas tem tudo para atingir o pico. Depois de ter vencido a Palma de Ouro de Cannes e o Urso de Ouro de Berlim com as primeiras curtas-metragens, João Salaviza estreia o seu primeiro filme de longa duração. Montanha volta a mostrar uma forte relação com Lisboa, tal como acontecia em Arena e Rafa.

PELA LENTE DOS PORTUGUESES

Numa altura em que o mundo do cinema português se divide quanto ao novo sistema de escolha de júris para atribuição dos subsídios – decisão que deixou de ser diretamente do Instituto do Cinema e do Audiovisual e passou para uma secção especializada –, Miguel Gomes escolhe falar de dinheiro, ou da falta dele, através de uma nova versão de As 1001 Noites. Ao longo de um ano o realizador de Tabu reuniu histórias reais de portugueses nos tempos da troika e, em 2015, apresenta a sua própria Xerazade, que resolve contar ao Rei Shahriar… histórias da crise.

Novas versões são a promessa de Leonel Vieira com a trilogia de remakes dos clássicos dos anos 40. O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela e A Canção de Lisboa deverão estrear ao longo do ano, todos adaptados aos dias de hoje. No clássico de 1942 realizado por Francisco Ribeiro, o Pátio das Cantigas é a Vila Berta, na Graça, e Miguel Guilherme é Evaristo, dono de uma loja gourmet em vez de uma mercearia.


Leonel Vieira promete remakes dos clássicos portugueses dos anos 40 como O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela e a Canção de Lisboa.


Também na comédia, Capitão Falcão apresenta Gonçalo Waddington como um super-herói de mascarilha que é defensor de Salazar durante o Estado Novo, com muita sátira e artes marciais à mistura. O realizador é João Leitão, responsável por umas quantas gargalhadas na série Um Mundo Catita.

Quem tem igualmente um filme a estrear é Luís Filipe Rocha. Depois de A Outra Margem o realizador regressa com Cinzento e Negro, a história de uma traição que leva os quatro protagonistas – interpretados por Filipe Duarte, Miguel Borges, Joana Bárcia e Mónica Calle – numa perseguição até aos Açores.

A história de uma viagem é também o que conta o novo documentário de Nicholas Oulman sobre todos os judeus que passaram por Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Debaixo do Céu deverá estrear em setembro e é uma produção da Ukbar Filmes.

Tendo também como pretexto os 70 anos da libertação de Auschwitz, o mais recente cinema do país arranca o ano com vários documentários e filmes em torno da Segunda Grande Guerra. Mas há outras efemérides a serem celebradas no Cinema Ideal, em Lisboa: os 40 anos da independência africana dão direito a um ciclo e os 100 anos do nascimento de Orson Wells servem de pretexto para mostrar os filmes menos conhecidos do realizador. “Vamos continuar a mostrar clássicos com cópias restauradas e passar a ter cinema para famílias aos fins de semana de manhã”, diz Pedro Borges, diretor da Midas e responsável pelo espaço. A estreia de filmes portugueses também é para manter, assim como a de alguns norte-americanos porque, afirma, “não faz sentido ser um cinema de bairro e obrigar os moradores a irem às Amoreiras para verem o novo filme de Clint Eastwood”. Numa altura em que todos os cinemas fora dos centros comerciais fecham, o Ideal arranca o ano com o objetivo de reunir mais apoios para juntar ao da Câmara Municipal de Lisboa e a intenção de abrir uma livraria e cafetaria no primeiro andar do cinema.

Mostrando a prata da casa, isto é, a renovação do Grande Auditório e as novas condições de projeção da sala, a Fundação Calouste Gulbenkian mostra que tem uma palavra a dizer com um ciclo de cinema comissariado por João Mário Grilo que se estende até à primavera. Ao todo são cerca de 40 sessões com uma seleção de filmes marcantes da história do cinema e que incluem realizadores como Preston Sturges, Charlie Chaplin, Buster Keaton, Jean Renoir, Ernst Lubitsch e George Cukor.

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SEMPRE EM CENA

Solos e monólogos só em cima do palco. Nos bastidores, o teatro português já percebeu que é tempo de unir esforços. Salas nacionais, teatros municipais e companhias – todos o dizem. Com orçamentos limitados, são as parcerias que permitem que as cortinas não parem de subir.

“Noventa por cento da programação são coproduções, pelo menos a nível da criação nacional”, diz Mark Deputter, diretor artístico do Maria Matos. “De uns anos a esta parte, com os orçamentos sempre a baixarem, percebemos que conjugar esforços é a única forma de não ter salas fechadas e de possibilitar às companhias independentes a estreia de novos espetáculos”, acrescenta Nuno Carinhas, diretor do Teatro Nacional São João. “Coproduzir é uma das nossas missões”, diz ainda Jorge Silva Melo, dos Artistas Unidos: “Temos instalações [o Teatro da Politécnica], por isso é bom que companhias que estão a começar se aproveitem da nossa muleta, além de que é criativamente interessante.”

As estreias não podiam ser mais variadas de sala para sala. No CCB, 2015 começa com um clássico: Hamlet pelas mãos da companhia Shakespeare’s Globe. Em processo de transformação depois da reclassificação como instituto público e pela primeira vez com uma verba atribuída no OE – 16,5 milhões de euros, o que explica parte do aumento de 10% na dotação para a cultura –, o CCB tem um novo presidente, António Lamas, para desenvolver um plano de gestão de museus e monumentos no eixo Belém-Ajuda.

Em mudança de pasta, o Teatro Nacional D. Maria II apresenta, até julho, a última programação de João Mota. O fundador da Comuna encena a primeira peça do ano com um texto de Edmond de Rostand sobre Cyrano de Bergerac que junta Diogo Infante, Virgílio Castelo e Sara Carinhas. Até ao verão, Jorge Andrade homenageia Luigi Pirandello (12 de março a 4 de abril) e Rodrigo Francisco encena Kilimanjaro, a partir de Hemingway (18 a 28 de junho).


Com orçamento contado, os programadores de teatro já perceberam que a resposta para 2015 tem que vir de parcerias e sinergias


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Tiago Rodrigues


Depois da estreia de peças como Dois Dedos Abaixo do Joelho na sala principal, Tiago Rodrigues acaba de entrar no Teatro Nacional D. Maria II como novo diretor artístico. Aos 38 anos, o encenador, dramaturgo, ator e fundador da Mundo Perfeito estreia-se aos comandos de um teatro e será responsável pela programação já a partir de setembro.

O São João reforça a tendência de programar para a infância com Nove’s Fora e Dez x Dez. A 13 de março, e para outras idades, uma estreia da casa: O Fim das Possibilidades, de Jean-Pierre Sarrazac, com encenação de Nuno Carinhas e Fernando Mora Ramos. Com um orçamento de 4,5 milhões de euros e uma estrutura que inclui o Teatro Carlos Alberto e o Mosteiro São Bento da Vitória, o São João estende a mão a várias companhias independentes, da Mundo Razoável à Boas Raparigas, passando pelo Coletivo 84 de John Romão, que volta a Pasolini com Pocilga (de 15 a 18 de janeiro na Culturgest).
As coproduções são uma das bandeiras do São Luiz: a sala do Chiado mantém o orçamento de 2014 – “700 mil euros para programação cultural” –, o que o torna “um dos poucos teatros com capacidade para apoiar projetos novos”, diz a diretora executiva, Aida Tavares. Cabem textos como Na Solidão dos Campos de Algodão, de Bernard-Marie Koltès, pela primeira vez feito com duas mulheres (Maria João Luís e Rita Blanco), e “dois Ibsens com abordagens diferentes”: um de Manuel Wiborg (O Pequeno Eyolf, de 19 a 25 de março) e outro de Tónan Quito (Um Inimigo do Povo, de 27 de maio a 6 de junho). Cabem também regressos: os Artistas Unidos voltam ao São Luiz a 10 de abril com Doce Pássaro da Juventude e a Escola de Mulheres regressa a 7 de maio

com À Beira do Ebro ou no Rio que Assedia Münster: a luta final, de Manuel Gusmão encenado por Fernanda Lapa. Sem confrontos, Nuno Artur Silva e André Teodósio juntam-se para uma série de peças curtas em Falta Uma Peça, de 6 a 16 de maio. Humor também não deverá faltar em junho, quando a Orquestra Metropolitana de Lisboa agarrar na música popular e disser Deixem o Pimba em Paz. O Maria Matos começa o ano com coisas sérias: Tauberbach, de Alain Platel. O coreógrafo belga parte da história de uma mulher esquizofrénica que vive numa lixeira no Rio de Janeiro e cruza-a com Mozart e Bach. É a melhor porta de entrada para um teatro que faz questão de “ver a criação artística como uma maneira de comentar o que está a acontecer no mundo”, diz Mark Deputter, e que, além de apoiar a criação nacional – em 2015 recebe estreias de Tânia Carvalho e Victor Hugo Pontes –, tem sempre os olhos lá fora. “Por constrangimentos orçamentais a programação internacional em Lisboa está a diminuir bastante mas nós temos conseguido mantê-la.” Essa continuidade tem sido feita “de apoios europeus através de redes internacionais”. Além da Create to Connect, o Maria Matos faz parte da House on Fire, que organiza em maio e junho um ciclo sobre o tema do género. Os esforços unem-se além-fronteiras e toda a gente ganha: “Começa a haver vários projetos de artistas portugueses nos teatros internacionais”, conclui Mark.


 

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A Assírio & Alvim volta a reunir toda a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. A Tinta da China promete viagens, política e ensaios no 1º trimestre do ano.

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João Ricardo Pedro


O Teu Rosto Será o Último foi o primeiro, a dura prova do segundo é a dobrar: o novo romance de João Ricardo Pedro sai este ano e é a oportunidade para o autor mostrar como é a vida depois do Prémio Leya. O livro ainda não tem título mas fala, avança o escritor, de “uma história de amor passada no estádio José de Alvalade entre 1992 e 1994”.

HISTÓRIAS EM PAPEL

Já vai sendo tradição: uma forma de ver que a rentrée chegou às livrarias consiste em procurar um novo romance de António Lobo Antunes. O ano de 2015 não será exceção, por isso em outubro chega Da Natureza dos Deuses, com chancela da Dom Quixote. Ainda sem título definido, a editora continua o seu trabalho em torno dos autores da língua portuguesa lançando vários novos romances. Já confirmados estão Inês Pedrosa, Chico Buarque, Pepetela, Vasco Luís Curado e Nuno Camarneiro. Na ficção internacional, Jonathan Franzen mostra o que tem a dizer depois de Liberdade com Purity, um épico previsto para a rentrée tanto nos Estados Unidos como em Portugal. Uma tradução recorde terá também Millenium 4, novo volume da célebre saga de Stieg Larsson, agora escrito – e com alguma polémica à mistura – pelo jornalista sueco David Lagercrantz.

No campo dos premiados a Porto Editora lança os títulos mais recentes do Nobel da Literatura Patrick Modiano, L’herbe des nuits e Pour que tu ne te perdes pas dans le quartier, e ainda 1889, novo livro de Laurentino Gomes distinguido com o prémio Jabuti na categoria Reportagem. A Bertrand faz sair, por ocasião dos 40 anos do 11 de março de 1975, um livro sobre António de Spínola da autoria de Francisco Bairrão Ruivo, premiado pela Fundação Mário Soares/Fundação EDP. Já a Sextante publica As Raízes do Céu, primeiro prémio Goncourt de Romain Gary que acabaria por ser adaptado ao cinema por John Houston. Primeiro porque, apesar de ser proibido, o escritor voltou a arrecadar o galardão francês com Uma Vida à Sua Frente e o pseudónimo Émile Ajar.

Em nome próprio, a Assírio & Alvim volta a reunir toda a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen em Obra Poética, enquanto a Quetzal lança o novo romance de Manuel da Silva Ramos, A Revolta dos Papagaios, e a estreia na ficção da brasileira Andréa Zamorano.

Viagens, política e ensaios é o que promete a Tinta da China no primeiro trimestre do ano. “Vamos ter uma nova coleção de ensaios sobre Fernando Pessoa”, diz a editora Bárbara Bulhosa. A coleção pretende complementar a de capas pretas coordenada por Jerónimo Pizarro – da qual sai, em março, O Fascismo, a Ditadura Portuguesa e Salazar, de José Barreto – e estreia-se com O Silêncio das Sereias, sobre o Livro do Desassossego. No campo das viagens a editora lança o clássico de Xavier de Maistre, Viagens à Volta do Meu Quarto, e o novo romance de Paulo Varela Gomes sobre a Índia: Era Uma vez em Goa. No da política, põe Rui Tavares a falar sobre a esquerda e a direita e reúne as crónicas de Daniel Oliveira em A Década dos Psicopatas. Adotando uma estratégia iniciada com O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, a editora reedita ainda alguns títulos esgotados em formato de bolso. “Estas edições com capa mole tornam os livros mais acessíveis e portáteis”, diz Bárbara Bulhosa, que resolveu voltar a experimentar o formato com a reedição de Os Filósofos e o Amor e, em fevereiro, O Crocodilo que Voa, seleção de entrevistas a Luiz Pacheco.

Atenta a um novo mercado, a Orfeu Negro planeia, para o final do ano, uma coleção juvenil para leitores dos 12 aos 16 anos. “Pensamos num formato com ilustração a preto e capa mole”, diz a editora Carla Oliveira. Textos clássicos com ilustrações contemporâneas ou textos novos de autores nacionais e estrangeiros, “o desafio é perceber como fazer livros para estes jovens adultos, muito contagiados pelos fenómenos comerciais e as séries”. Uma coisa é certa, o investimento na Orfeu Mini será para manter com novos títulos de Oliver Jeffers, Jon Klassen, Catarina Sobral e Renata Bueno, além de um livro de arquitetura para crianças, Mãos à Obras: Cada Casa a Seu Dono, de Didier Cornille, a sair em fevereiro. Livro a livro, a literatura infantil vai crescendo, muito por conta da “qualidade muito elevada da ilustração portuguesa e do Plano Nacional de Leitura, que veio dar um novo impulso ao valor do livro e da leitura”, diz Carla.

Texto de Ana Dias Ferreira
Ilustração de Richard Câmara

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