Contos de fadas:
dos livros para o grande ecrã

Não são poucos os clássicos da literatura infantil que foram adaptados ao grande ecrã. Descubra que histórias da sua infância se tornaram filmes de sucesso.

Não é novidade nem tendência recente a forma como o cinema recorre à literatura para se inspirar e produzir novos filmes, principalmente no panorama do cinema de animação. Várias produtoras, como as gigantes americanas Disney e a Warner Bros., criaram e recriaram as histórias que entretiveram gerações e que ainda hoje continuam a cativar o público infantil (e não só).

Desde os contos árabes d’As Mil e Uma Noites às obras de autores como o francês Charles Perrault, os alemães Jacob e Wilhelm Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen, a literatura infantojuvenil tem inspirado cineastas de todo o mundo. Os contos de fadas, em particular, deram origem a alguns dos filmes de animação mais amados por miúdos e graúdos, sendo também desta forma passados de geração em geração.

Contos de princesas

A primeira longa-metragem de animação baseada num conto de fadas foi a adaptação de Branca de Neve, um clássico originalmente recolhido pelos irmãos Grimm sobre uma bela jovem que escapa da madrasta malvada e come uma maçã envenenada. Produzida pela Disney no ano de 1937, esta não foi, contudo, a única história atribuída aos irmãos Grimm que foi adaptada ao grande ecrã. Outros exemplos incluem: Cinderela (também conhecido por A Gata Borralheira), sobre uma jovem que é maltratada pela família e perde o sapato de cristal ao fugir de um baile; A Bela Adormecida, sobre uma princesa que se pica numa roca e cai num sono profundo; e Rapunzel, sobre uma jovem de cabelos longos que é feita prisioneira numa torre, livremente adaptado já no século XXI com o título de Entrelaçados.

Também vários contos de Hans Christian Andersen, como A Pequena Sereia, sobre uma sereia que se apaixona por um humano, ou A Princesa e a Ervilha, sobre um príncipe em busca de uma verdadeira princesa, foram reimaginados e adaptados ao grande ecrã. E A Rainha das Neves, do mesmo autor mas porventura menos conhecido entre o público português, deu origem a um dos maiores sucessos de animação dos últimos anos: Frozen.

Embora não seja tecnicamente uma princesa, há ainda que considerar A Bela e o Monstro, da francesa Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, transformado em 1991 num dos mais elogiados filmes de animação de sempre.

Contos de humanos e animais

Mas as princesas não são as únicas personagens dos contos de fadas e, como tal, não foram as únicas a ganhar protagonismo no cinema. Algumas obras, como O Patinho Feio e Os Três Porquinhos, têm animais como figuras centrais. Também O Gato das Botas, sobre um gato astuto que caminha como humano, foi (muito livremente) adaptado ao cinema depois de ter assumido um papel secundário nos vários filmes de Shrek.

Alguns humanos também desempenham um papel importante nestas aventuras. Temos, por exemplo, “Aladino”, conto que integra As Mil e Uma Noites, sobre um rapaz pobre que encontra uma lâmpada mágica. Ou O Pequeno Polegar, protagonizado por uma criança que tem precisamente o tamanho de um polegar. E se alguns protagonistas são humanos “normais”, outros desejam sê-lo. É o caso de Pinóquio, sobre uma pequena marioneta de madeira cujo principal sonho é ser um menino de carne e osso.

Seja qual for o protagonista ou a moral da história, não há como negar a importância que a literatura tem para o cinema de animação. Os contos de fadas já não sobrevivem através dos tempos apenas devido à transmissão oral, de geração em geração, mas graças à preservação no domínio cinematográfico. Prometem, seja como for, continuar a deliciar famílias nos anos vindouros.


Por: Inês Melo

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