Chimamanda Ngozi Adichie: o “furacão” na luta pelo feminismo

 

Chimamanda Ngozi Adichie

Naturalidade
Enugu, Nigéria

Data de nascimento
15 de setembro de 1977

Primeiro romance publicado
A Cor do Hibisco (2003)

 

 

 

 

 

 

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Querida Ijeawele

 

Todos-Devemos-Ser-Feministas

Todos Devemos Ser Feministas

 

Americanah

Americanah

 

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A Cor do Hibisco

 

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A premiada autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie acaba de lançar um novo livro sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Queres descobrir mais sobre ela?

“Eu não escolhi a escrita. A escrita é que me escolheu.” De facto, desde os seis anos que Chimamanda Ngozi Adichie sabe que é essa a sua vocação. Sempre foi uma pessoa com muitos amigos, extrovertida, mas, ainda assim, ansiava pelos momentos que passava sozinha, no escritório do seu pai, a escrever.

“Era considerado algo estranho de uma criança fazer quando estava sol lá fora. Agora, enquanto adulta, sei que escrever é o que importa. Sinto que era isto que estava destinada a fazer”, confessa a autora nigeriana, que cresceu numa casa outrora ocupada por um dos mais famosos romancistas africanos, Chinua Achebe.

Essa sua certeza em relação ao futuro não a impediu de mostrar o seu valor noutras áreas. Estudou medicina e farmácia na Universidade da Nigéria e, aos 19 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde concluiu um mestrado em Escrita Criativa na Universidade Johns Hopkins, e outro de Estudos Africanos na Universidade de Yale.

Hoje, é não só uma das mais influentes escritoras africanas, como uma das vozes mais interventivas internacionalmente na defesa do feminismo, igualdade racial e de género. É, aliás, conhecida pela sua personalidade efervescente e lutadora.


“A ficção é muito mais honesta do que a não ficção. Sei, da minha experiência limitada na escrita de não ficção,  que no processo de escrita estou constantemente a lidar com diferentes níveis de autocensura, de proteção de pessoas que amo. Quando escrevo ficção, não penso em nada disso. A honestidade radical é possível.”

Chimamanda Ngozi Adichie

Começou por publicar poemas e peças de teatro, no final dos anos 1990, mas rapidamente encontrou um lugar de conforto na ficção. Desde 2003, já publicou quatro romances, dois ensaios e três contos, tendo as suas obras traduzidas em mais de 30 idiomas. Eis as mais emblemáticas:

  • Querida Ijeawele (2018)
    Uma amiga perguntou-lhe: “Como devo educar a minha filha para ser feminista?” Chimamanda respondeu-lhe na forma de uma carta com 15 sugestões. Um manifesto dotado de humor e inteligência, que reflete sobre o que significa ser mulher hoje em dia.
  • Todos Devemos Ser Feministas (2014)
    Adaptado de uma conferência TED que ecoou um pouco por todo o mundo, este livro transmite-nos a definição da autora do feminismo no século XXI. “Provavelmente, o livro mais importante do ano”, escreveu o The Telegraph.
  • Americanah (2013)
    Dois adolescentes nigerianos apaixonam-se. Devido à ditadura militar que assola o país, veem-se obrigados a emigrar. Ela parte para a América e ele, incapaz de entrar no país, acaba por instalar-se em Londres. Como será o reencontro tantos anos depois de perderem o rasto um do outro? Para descobrir neste livro vencedor do prémio National Book Critics Circle.
  • A Cor do Hibisco (2003)
    O primeiro romance de Chimamanda, vencedor do Commonwealth Writers’ Prize, conta-nos a história da jovem nigeriana Kambili, que vive à sombra de um pai repressivo, privada de liberdade. Quando um golpe militar ameaça o seu país, o pai envia-a, juntamente com o irmão, para a casa da tia. É aí que descobre os pequenos prazeres da vida, o amor e a liberdade, algo que lhe trará consequências inesperadas.

“O racismo nunca devia ter acontecido, por isso não recebes um biscoito por reduzi-lo.”

Chimamanda Ngozi Adichie

Casada, e mãe de uma menina, Chimamanda Ngozi Adichie divide-se atualmente entre os Estados Unidos, onde vive, e a Nigéria, onde reúne a maior parte dos seus familiares e dá, ocasionalmente, workshops de escrita.

Afinal, a autora acredita, acima de tudo, no poder das histórias. “As histórias já foram usadas para o mal, mas também podem ser usadas para dar força e humanizar.”

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Por: Carolina Morais
Fotografia: Wani Olatunde

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