Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco

Naturalidade:

Lisboa, Portugal

Data de nascimento:

16 de março de 1825

Morte:

1 de junho de 1890

Camilo Castelo Branco nasce no Bairro de Encarnação, em Lisboa, no seio de uma família pertencente à aristocracia. Órfão de pai e mãe aos 10 anos, é acolhido por uma tia, em Vila Real. Muda-se mais tarde para o Porto, a fim de estudar Medicina, curso que não chega a concluir. Naturalmente instável e irrequieto, a única constante da sua juventude é a paixão pelas letras, que se manifesta no estudo dos clássicos portugueses, latinos e eclesiásticos. É esta que o motiva a iniciar atividade como jornalista, função na qual permanece por toda a vida.

Entre desavenças amorosas, crises espirituais, passagens pela prisão e uma tentativa – falhada – de concluir um curso de Direito, escreve poemas, crónicas, peças de teatro, traduções e romances para se sustentar. Neste último campo, o primeiro que publica é Anátema (1851). Seguem-se obras hoje tão emblemáticas como Mistérios de Lisboa (1854), Amor de Perdição (1862), A Queda dum Anjo (1866) ou A Brasileira de Prazins (1882). À medida que a sua fama como escritor aumenta, é eleito sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, recebe do governo de Espanha a Comenda Carlos III e torna-se o primeiro Visconde de Correia Botelho.

No dia 1 de junho de 1890, depois de décadas a combater graves problemas de visão resultantes de sífilis que o deixam incapaz de ler ou escrever (e, por consequência, de se sustentar a si próprio e à família), Camilo Castelo Branco suicida-se com um tiro de revólver na têmpora direita. Deixa centenas de obras publicadas e por publicar, algumas das quais escritas sob pseudónimo, o que o torna um dos mais prolíferos escritores portugueses de sempre.

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