Assassin’s Creed: os jogos, os livros e o filme

Começou por ser um videojogo. Tornou-se depois uma série de livros que já tem oito títulos. Agora, é um filme com Michael Fassbender no principal papel. O que sabes sobre Assassin’s Creed?

A estreia nos cinemas portugueses do filme Assassin’s Creed é o corolário de uma década de aventuras sem plataforma fixa. A história por trás das histórias tem início em 2006, quando é pedido a Patrice Désilets, designer de videojogos, que pense no próximo capítulo de Prince of Persia.

Sem se deixar prender pelos títulos anteriores da série, o canadiano decide desenvolver livremente a sua própria narrativa. Inspira-se em Alamut, um romance escrito por Vladimir Bartol, publicado em 1938, sobre Hassan ibn al-Sabbah, um missionário que agrupou um exército para combater o domínio territorial dos turcos no final do século XI.

A história adquire gradualmente vida própria, afastando-se do domínio de Prince of Persia e ganhando o nome de Assassin’s Creed.

Lançado no final de 2007, o videojogo coloca-nos no lugar de Desmond Miles, um empregado de bar que é forçado a experienciar, através de uma máquina revolucionária, os primeiros anos de um dos seus antepassados, um assassino do tempo das Cruzadas.

O pressuposto da narrativa invoca uma questão interessante: poderão os genes de uma pessoa esconder memórias dos seus antepassados? Residirá nestas aquilo a que chamamos “instinto”? E ainda outro dilema: é melhor conquistar a paz através da guerra ou do controlo?

 

 

Assassin’s Creed, o jogo, revelou-se um sucesso. Ao ponto de inspirar mais de uma dezena de sequelas, passadas em diferentes épocas. No entanto, o potencial da premissa levou a que a saga não se ficasse pelo mundo dos videojogos. Não só foram publicados vários livros de banda desenhada com a assinatura de Assassin’s Creed como, desde 2009, têm sido lançados romances centrados nestes cativantes assassinos, combinando ficção histórica e fantasia.

Os livros trazem a assinatura de Oliver Bowden, pseudónimo do historiador britânico Anton Gill. Alguns funcionam como novelizações de videojogos concretos – embora contenham sempre várias diferenças relativamente a estes – e outros dão a conhecer enredos originais.

Em Renascença, o primeiro volume da série, conta-se uma história de vingança na Itália Antiga, tendo como pano de fundo uma guerra entre a Ordem dos Assassinos e a Ordem dos Templários. Não é a mesma que se conta agora, no salto da história para o grande ecrã. Até porque Justin Kurzel, o realizador, nem conhecia o videojogo e os livros que adaptava.

Michael Fassbender é o protagonista deste filme, que também conta com as interpretações de Marion Cotillard, Brendan Gleeson, Charlotte Rampling e Jeremy Irons. As primeiras críticas não têm sido muito favoráveis, com muitos espectadores a afirmar preferir a maior densidade dos videojogos. Concorde-se ou não, sobram-nos sempre os livros, que valem por si só como obras de entretenimento repletas de ação e liberdade criativa.


OS LIVROS DA SAGA ASSASSIN’S CREED




 

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