Os 10 Livros da Minha Vida: Ana Sousa Dias

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Ana Sousa Dias


Idade: 58
Profissão: Jornalista
Nacionalidade: Portuguesa
Começou a carreira na publicação Vida Rural do grupo Diário de Notícias em 1975, aos 19 anos. Passou pelo DN, O Diário, pelo Expresso e pelo Público e estreou-se na televisão com o programa “Por Outro Lado”, na RTP 2. Em 2007 apresentou “O Meu Bairro” e integrou depois a equipa do Rádio Clube Português na reformulação da estação de rádio. Atualmente, publica todas as semanas crónicas no Diário de Notícias, jornal do qual é subdiretora. A jornalista afirma que estes livros podem não ser os melhores de sempre mas são seguramente alguns dos que mais a marcaram. Conheça melhor Ana Sousa Dias em http://www.anasousadias.com/
1. Sítio do Pica-pau Amarelo
Monteiro Lobato

A coleção de 23 livros de fantasia conta as histórias do Sítio, com a Avó Benta, a Tia Nastácia, a Narizinho, o Pedrinho, o Saci Pererê, a boneca Emília e o Visconde de Sabugosa que se misturam numa festa de aventuras, com nomes de animais e plantas que para mim eram exóticos. Marcaram-me.


2. A Fada Oriana
Sophia de Mello Breyner

O livro foi-me oferecido pela minha avó num aniversário e mostrou-me que as histórias com fadas podem ser mais do que as histórias de fadas que estava habituada a ler.


3. Júlio Verne

Todos os que li, e foram muitos (no entanto, são tantos que não consegui chegar perto nem de metade), ajudaram-me a dar asas à imaginação mas, principalmente, a treinar a curiosidade pela ciência.


4. Não matem a cotovia
Harper Lee

Foi através dele que aprendi o que é o racismo. Só recentemente percebi que este livro autobiográfico foi o único que escreveu e que ela (que ainda é viva) era amiga de infância de Truman Capote.


5. As Vinhas da Ira
John Steinbeck

Como esquecer a cena final, omitida pudicamente no filme de John Ford com Henry Fonda? Todo o sofrimento do mundo, uma família a atravessar um país em direção ao nada.

6. Crónica de D. João I
Fernão Lopes

Um grande livro de História e, mais do que isso, a grande reportagem que todos os jornalistas gostavam de ter escrito.


 7. W. G. Sebald e Thomas Bernhard

Dois escritores de quem tenho tanta pena por terem morrido tão cedo. Para perceber a Europa, a perda da inocência, a culpa do passado recente. Juntem-lhes Zona de Mathias Enard.


 8. Wislawa Szymborska

A poesia feita da nossa vida, do nosso tempo, com uma ironia e uma subtileza certeiras. Está lá tudo.


 9. A Ordem Natural das Coisas
António Lobo Antunes
Ensaio sobre a Cegueira
José Saramago
Lillias Fraser
Hélia Correia
O que Diz Molero
Dinis Machado

10. Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde
Mário de Carvalho

Uma lista de títulos e de autores interminável. E tantos outros que não é possível colocar numa lista tão curta.

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