Acabei o curso: livros que te ensinam a seguir em frente

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És um jovem adulto cheio de incertezas? Questionas muitas vezes: “O que vou fazer depois de me licenciar?” Não te preocupes. Hoje apresentamos-te o livro Licenciei-me… E Agora?, que te dá as dicas de que precisas para alcançares o sucesso profissional.

Licenciei-me

A blogger e autora Catarina Alves de Sousa lançou recentemente o livro Licenciei-me… E Agora?. O seu objetivo? Partilhar com os leitores – especialmente os jovens adultos – a sua jornada desde o momento em que acabou o curso até arranjar emprego.

Se achas que a vida depois de um curso superior é complicada, a autora descomplica-a e lança um guia para entrares com o pé direito no mercado de trabalho. É um livro que procura responder a perguntas realmente importantes, entre elas: como construir um CV e uma carta de apresentação impressionantes?

Em conversa com a Estante, Catarina Alves de Sousa conta um pouco da sua experiência e alguns dos erros mais comuns que os jovens cometem em candidaturas de emprego.


3 perguntas a Catarina Alves de Sousa


O que a motivou a escrever um guia para jovens recém-licenciados? 

Foi uma espécie de promessa que fiz a mim própria quando me encontrei sem rumo depois da licenciatura. Queria escrever o guia pós-licenciatura que gostaria de ter lido na altura em que precisei dele e não o encontrei. Na altura em que terminei a licenciatura [2008], não havia oferta em Portugal no que diz respeito a literatura de ajuda para recém-licenciados. O único livro que encontrei chamava-se From College to Career, da autora Lindsey Pollak, que comprei e me ajudou um pouco, embora tivesse alguns conselhos que se notavam claramente terem sido pensados para a realidade americana, sendo que a realidade do mercado de trabalho português obriga a agir de formas diferentes por ser também muito diferente do mercado americano.

Também foi difícil, para si, encontrar o seu lugar no mercado de trabalho depois de concluir a licenciatura?

Não foi nada fácil. Como não escolhi nenhum curso “convencional” e definido dentro da área das Humanidades (como Jornalismo, que teria sido uma opção e que estudei a seguir, no mestrado), não sabia como me apresentar, que valências tinha sobre outros candidatos aos mesmos empregos – o que dificultava a resposta a várias questões nas entrevistas de emprego. Conclusão: senti-me como um animal criado em cativeiro e largado, de repente, no meio da selva. Não sabia onde ir a seguir, com quem falar para me aconselhar, se devia esperar por encontrar o emprego “certo”, se devia aceitar qualquer emprego. Estava perdida.

Quais os erros mais comuns que os recém-licenciados cometem na fase de entrada no mercado de trabalho?

Se puder escolher apenas três erros mais comuns dos recém-licenciados quando procuram entrar no mercado de trabalho, destaco os seguintes:

  1. Agarrarem-se à ideia do “emprego de sonho”: não há nada de errado em querermos mais e melhor da nossa vida profissional. Afinal, quando trabalhamos em algo que de que gostamos, trabalhar não custa (ou custa menos). Porém, até encontrarmos o nosso emprego de sonho podem passar-se anos e, por vezes, o nosso emprego de sonho é um nível muito avançado na nossa carreira e, para lá chegarmos, precisamos de completar outros níveis intermédios, que serão, neste caso, outros empregos pelo caminho que servirão para nos preparar para esse grande trabalho que poderá estar no nosso futuro a médio/longo prazo.
  2. Trabalhar “à borla”: excetuando os estágios curriculares para terminar a licenciatura ou o mestrado, há muito poucas razões que justifiquem aceitarmos trabalhar sem receber nada em troca. Quando digo “nada”, refiro-me a um salário, porque em troca recebe-se sempre experiência, mas infelizmente apenas a experiência profissional não paga as contas e, normalmente, o objetivo de um recém-licenciado é começar a trabalhar para construir uma vida independente, em que já não precise de pedir dinheiro aos pais. Porém, existem exceções, claro, e menciono algumas no meu livro Licenciei-me… e Agora?.
  3. Confiar demasiado nos CV: costuma-se criticar muito as pessoas que conseguem assegurar uma vaga de emprego por conhecerem alguém “lá dentro”. Porém, se fizermos um exercício de inversão de papéis, se tivéssemos de preencher uma vaga na nossa empresa, quem iríamos contratar mais depressa? Uma pessoa que já conhecemos, cujo valor, talento e caráter apreciamos, ou outra pessoa que não conhecemos de lado nenhum? Para que um dia os recém-licenciados possam ser a pessoa que a empresa já conhece e de quem se lembra para preencher vagas de emprego, não me canso de recomendar o networking. Podem ter o melhor CV, o melhor e-mail de candidatura e a melhor carta de apresentação, mas acreditem: não há melhor ferramenta para a nossa vida profissional do que a nossa rede de contactos e essa constrói-se ao longo do tempo com algum esforço e empenho da nossa parte. Temos de procurar nos sítios certos com as pessoas certas. Lisboa, por exemplo, está cheia de eventos de networking valiosíssimos que recomendo.

6 livros inspiradores


Além das dicas que a autora de Licenciei-me… E Agora? oferece para atingires o sucesso profissional, sugerimos seis outros livros que vão ajudar-te nesta etapa tão desafiante da tua vida.

Como-Fazer-Amigos-e-Influenciar-as-Peoas

Como Fazer Amigos e Influenciar as Pessoas

Dale Carnegie

Um clássico da literatura motivacional. Dale Carnegie traz-te ideias novas, que farão com que reflitas sobre as tuas atitudes  do dia a dia e, posteriormente, as mudes para que melhores a tua vida relacional.

Eu-Sou-o-Meu-Maior-Projecto

Eu Sou o Meu Maior Projeto

Maria da Glória Ribeiro

Este livro vai ajudar-te na tua caminhada de autoconhecimento. Que estratégia deves seguir para tirar partido das tuas maiores forças e fraquezas? Esta e outras questões são respondidas pela autora.

O-Noo-Iceberg-Esta-a-Derreter

O Nosso Iceberg Está a Derreter

Holger Rathgeber e John Kotter

Uma história que entretém e, ao mesmo tempo, ensina. Usando um grupo de pinguins como personagens principais, e uma ave curiosa, o autor criou uma narrativa que fala da resistência à mudança, ações heroicas, obstáculos inultrapassáveis e que oferece algumas táticas para ultrapassar barreiras do dia a dia.

Pai-Rico-Pai-Pobre

Pai Rico, Pai Pobre

Robert T. Kiyosaki

O autor reconhece que, hoje em dia, ainda existe muito analfabetismo financeiro. Nesta obra, Kiyosaki fala-nos da importância de saber gerir o dinheiro pessoal, criando riqueza mesmo quando os vencimentos não são os mais elevados. Queres aprender mais sobre termos como “juros”, “dívidas”, “ativos” ou “passivos”? Este é o livro ideal para o efeito.

Pensar-Deprea-e-Devagar

Pensar, Depressa e Devagar

Daniel Kahneman

Galardoado com o Prémio Nobel da Economia em 2002, Daniel Kahneman escreveu Pensar, Depressa e Devagar para te ajudar a articular dois polos opostos da mente humana: o emocional e o racional. Uma competência certamente útil para quem quer vingar no mercado de trabalho.

Ser-Medico-Cartas-aos-Jovens-Medicos

Ser Médico – Carta aos Jovens Médicos 

Carlos Soares Ribeiro

A obra deste médico e humanista é um alerta para estudantes de Medicina e jovens profissionais de saúde, para que coloquem sempre os doentes no centro das suas preocupações.


Por: Ana Catarina Pinto

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