A morte do mestre: Herberto Helder

 

Quem foi Herberto Helder

fnac-revista-estante-dia-d-divider

Nasceu a 23 de novembro de 1930, no Funchal. Estudou Direito em Coimbra e Filologia Românica em Lisboa.

Trabalhou, entre outros, como meteorologista, angariador de publicidade, delegado de propaganda de produtos farmacêuticos, operário de forja, empregado de cervejaria, redator de notícias, diretor literário e repórter de guerra.

Morou em França, Holanda, Bélgica, Espanha, Dinamarca, Angola e Estados Unidos.

Publicou o primeiro livro, Amor em Visita, em 1958.

Integrou o célebre grupo de intelectuais do Café Gelo, cuja irreverência a certa altura preocupou a PIDE, e do qual fizeram parte nomes como Mário Cesariny, Luiz Pacheco e António José Forte.

Recusou, em 1994, receber o Prémio Pessoa, defendendo a decisão perante Clara Ferreira Alves e António Alçada Baptista: “Vocês não digam a ninguém e deem o prémio a outro.”

Morreu a 23 de março de 2015, em Cascais.

fnac-revista-estante-dia-d-divider

fnac-revista-estante-herberto-helder-poeta-portugues“Só morremos de nós mesmos.”

HERBERTO HELDER, Servidões

Considerado por muitos o maior poeta português da segunda metade do século XX, Herberto Helder morreu no dia 23 de março, deixando uma obra prodigiosa e um legado difícil de igualar. Na memória fica a imagem de um homem reservado, profundamente cioso da sua privacidade, que optou por viver grande parte da vida longe do mediatismo, mas também – ou principalmente – a de um autor talentoso e original, cujos livros esgotavam a uma velocidade impressionante.

O último que publicou, em 2014, intitula-se A Morte Sem Mestre. E eis que Portugal ficou também sem o seu.

 

Sobre…


“Morreu o maior poeta português depois de Luís de Camões.” Maria Velho da Costa

“Quando morre um poeta com a dimensão de Herberto Helder, o que sentimos é que não apenas morreu um poeta, mas a poesia.” José Tolentino Mendonça

Gostou? Partilhe este artigo: