À Lupa: Midnight Creatures

O desafio é simples: encontrar e identificar os animais noturnos dos vários ecossistemas. Para o superar bastam três coisas: uma parede, um quarto escuro e uma lanterna.

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Midnight Creatures
Helen Friel
Laurence King

Um par de olhos, brilhante e vívido, sobressai na escuridão. Será uma coruja? Uma raposa? Uma fossa? Um morcego? Só há uma maneira de descobrir. Recolhe-te no quarto, apaga a luz, acende a lanterna e observa com muita atenção o livro Midnight Creatures: A Pop-up Shadow Search, arquitetado por Helen Friel e editado pela Laurence King. É muito mais do que um livro, aliás. É um desafio, um jogo, um puzzle visual, uma fonte de conhecimento e diversão. À tua disposição estão cinco cenários diferentes – selva, caverna, bosque, oceano e céu – e o objetivo, em cada um deles, é identificar e ficar a conhecer com mais pormenor cada uma das suas espécies. Consegues encontrá-las? Força. Apaga a luz.


A selva densa

Imaginemos que estamos em Madagáscar, na Malásia ou na Tailândia. À noite, e só à noite, podemos vislumbrar criaturas como as fossas, os lémures, os sapos de olhos vermelhos, os tatu ou os chamados veados-ratos.

A caverna escura

A atenção, aqui, nunca é de mais. Devido ao seu pequeno porte, animais como os peixes-anjo, os morcegos, os caranguejos, os caracóis e as salamandras passam muitas vezes despercebidos. Localizá-los não é pera doce.

O bosque ao luar

Sorrateiramente, assim que a escuridão se põe, os arbustos agitam-se com os movimentos das raposas, dos ouriços, das corujas, dos ratos, dos texugos e das pequenas traças. Todos são exímios em esconder-se de olhares alheios.

O oceano profundo

No fundo do mar vivem algumas das mais misteriosas (e, por vezes, inacessíveis) criaturas. O livro consegue “pescar” algumas delas, como as lulas gigantes, as quimeras, os tamboris, os peixes-dragão e as estrelas-do-mar.

Os pássaros da noite

Alguns deixam escapar o som do bater de asas. Outros, são absolutamente silenciosos nas suas missões noturnas. Quem conseguirá avistar as corujas de asas longas, os maçaricos-reais e os exóticos kiwi e kakapo?


A autora

Helen Friel é britânica, autointitula-se “engenheira do papel” e tem-se distinguido pelas complexas animações em cartão e papel, quase dotadas de vida própria, que cria para obras literárias, publicações como The Telegraph, Time ou Vogue e ainda para empresas como Harrods, Ascot, Ryanair ou Ted Baker.



Fotografias: Bruno Colaço/4SEE

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