A ler: O Amor Natural


Um livro para…

Apreciadores de poesia e erotismo (por vezes bastante explícito).

Primeiros versos

“Amor – pois que é palavra essencial –
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia
reúna alma e desejo, membro e vulva.”

Sobre o livro

“Não há fraqueza no poema erótico de Carlos Drummond de Andrade.”
Mariana Quadros

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Está nas livrarias uma nova edição da mais célebre coleção de poemas eróticos de Carlos Drummond de Andrade.

Sexo explorado como utensílio preferido do amor. Erotismo lírico, de linguagem intensa e explícita, mas sem se confundir com pornografia. Em O Amor Natural, Carlos Drummond de Andrade poetiza o desejo e confirma o talento que tinha para escrever a verdade.

O livro

O Amor Natural foi originalmente publicado em 1992, cinco anos após a morte de Carlos Drummond de Andrade. A mais recente edição da Companhia das Letras é composta por 40 poemas eróticos, um caderno de imagens inédito e um extenso posfácio sobre o lugar do erotismo na obra do autor, escrito por Mariana Quadros. Embora Drummond de Andrade não os tivesse em vida tencionado fazer chegar ao público – “Quanto aos poemas eróticos, eu não pretendo publicar. A princípio eu tinha medo, achava que iam chocar. Agora, eu receio que não choquem mais, que eles sejam adotados para uso no jardim de infância.” –, os poemas são hoje considerados uma das principais demonstrações do talento do brasileiro.

O autor

Carlos Drummond de Andrade foi um dos mais influentes nomes da literatura brasileira. Nascido em Minas Gerais, no ano de 1902, formou-se em Farmácia, mas seria na área das letras que se havia de destacar. Referência do modernismo no Brasil, publicou dezenas de livros entre a poesia e a prosa, incluindo A Rosa do Povo (1945) e Contos de Aprendiz (1951). Com Versiprosa, conquistou o prestigiado Prémio Jabuti em 1968. Morreu em 1987, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.

O gancho

Um dos mais reputados nomes da poesia brasileira – e lusófona – revela em O Amor Natural uma faceta menos conhecida que, não estando inteiramente ausente de outros trabalhos seus, surge aqui com uma desenvoltura e com um despudor surpreendentes. A lírica erótica de Carlos Drummond de Andrade é (mais) uma paragem obrigatória no conhecimento do autor.

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