A ler: Cidade em Chamas


Um livro para…

Pessoas apaixonadas pela cidade de Nova Iorque. Fãs de narrativas com algum mistério e muitos personagens. Leitores que não se atemorizam com livros de muitas páginas.

Primeiras frases

“Em Nova Iorque, podemos encomendar seja o que for, que nos trazem tudo a casa. Pelo menos, é por esse princípio que me estou a reger.

Sobre o livro

“Uma sinfonia épica. Um romance grandioso e esmagador.”
Washington Post

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Garth Risk Hallberg escreveu um dos livros do momento, um volume com mais de mil páginas passado na Nova Iorque de 1977.

São casos raros, mas uma vez por outra encontram-se romances de estreia escritos por autores desconhecidos que aguçam a curiosidade do público ao ponto de se tornarem verdadeiros fenómenos de popularidade. Em 2015 tivemos dois: o incontornável A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins, e o ainda mais surpreendente Cidade em Chamas, de Garth Risk Hallberg.

O livro

A ação das mais de 1000 páginas de Cidade em Chamas decorre em Nova Iorque, entre o Natal de 1976 e o verão de 1977. Na véspera de Ano Novo, em pleno Central Park, Sam Cicciaro, uma adolescente de 17 anos, filha de um homem que faz fogo de artifício, é alvejada e deixada à beira da morte. Esta aparentemente incompreensível tentativa de assassínio é o ponto que lança a narrativa, ajudando a unir um extenso elenco, no qual se incluem herdeiros de grandes fortunas, adolescentes com tendências anarquistas, um jornalista obcecado e um detetive que tenta descobrir as ligações entre todos eles.

O autor

Garth Risk Hallberg é americano e vive em Nova Iorque. Cidade em Chamas é o seu primeiro romance. Antes deste, publicou apenas uma novela, A Field Guide to the North American Family, em 2007. Também já escreveu diversos textos de opinião para publicações e websites como Prairie Schooner, The New York Times e The Millions.

O gancho

Cidade em Chamas é um dos grandes fenómenos literários do ano. E o mais curioso é que o frenesim à sua volta nasceu muito antes de o romance sequer existir. Tudo começou com a gigantesca soma de dois milhões de dólares pagos antecipadamente pela Knopf para adquirir os direitos do livro quando este não era mais que um mero projeto de um escritor não publicado. Para o conseguir, a editora levou de vencida outras nove casas editoriais. Depois foi o produtor Scott Rudin, que comprou os direitos da obra para o cinema apesar de esta ainda não estar escrita. E, claro, os sete longos anos que Garth Risk Hallberg levou a completar a história também ajudaram a elevar as expectativas. Só a primeira versão do livro tinha mais de 400 mil palavras. Elementos mais que suficientes para intrigar meio mundo quanto ao conteúdo deste “épico”.

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